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5 de abr. de 2020

Reflexões

Lembro-me uns anos atrás, num daqueles datings que deviam ser românticos mas que se olharmos por outras perspectivas são quase como entrevistas de emprego. A pessoa te analisa esteticamente, observa tua postura, te pergunta coisas pessoais, quer saber dos teus sonhos, o que te inspira e a gente fica se segurando pra não ser quem é, temendo responder com sinceridade e não agradar...
Eu nunca me dei bem com flertes e esses encontros às cegas. Eu só dava certo com meus amigos. Porque eu não gosto de improvisar, e nem só não gosto como não consigo. Sou seria demais para fazer o que não condiz. Meu compromisso é comigo.

Então, eu estava num restaurante com o dito cujo, que visivelmente era de uma classe social superior a minha e estávamos lá, só os egos, numa entrevista genial em que ninguém se ouvia (e pior: ninguém se sentia).



Comecei um texto para a descrição da foto mas acabou ficando tão grande que desisti de postar.E aí, para vocês #tbt significa “Throwback Thursday” o “Turn Back Time”? 😁 (presso Paris,...



Provavelmente não consegui fingir costume com os nomes dos pratos, com os termos que ele usava pra falar das suas incontáveis viagens, mas fiz força para ignorar que eu não seria a princesa super woman, fitness, formada em Harvard, cozinheira gourmet sexy sem ser vulgar para apresentar pra mamãe que ele gostaria.
Eu tinha na verdade tendência a uma vida bem natureba e na época tinha um blog que incentivava as pessoas a comprarem no “formigão” (RB), nunca tinha cruzado na vida com um batom da MAC 3 e não saberia nem ligar o celular dele porque nunca tinha visto de perto um iPhone.

Ta bom, eu não era pobre, eu só levava um estilo de vida diferente. Era uma classe média baixa, vai... mas ao mesmo tempo que sentia muito estupida naquela conversa toda, queria ter uma prova do que eu poderia aprender com aquela situação.

Eu gostava tanto de espiritualidade, mas ele é quem tinha ido pra Índia e me falava dos rituais, da paz, do não sei o quê... E aí, em meio a um vinho que eu não saberia deduzir porque custava tão caro e outro, ele me perguntou qual era a minha viagem dos sonhos.

Tenho certeza de que ele não tinha prestado atenção nas outras respostas. Assim como eu; provavelmente acenei com a cabeça positivamente aprovando qualquer tolice que ele tivesse falado, afinal estávamos flertando e existia ali qualquer interesse velado.
ok. Ele me perguntou pra onde eu gostaria de ir no futuro. Ele que me conhecia há dois dias e já estava planejando comprarmos um cachorro de raça e viajar de lua de (ainda nem tinha um beijo envolvido na história)...


2 de jul. de 2019

Look do dia + reflexão

Primeiro a imagem embaçada. Aquela que cada um faz de acordo com sua própria concepção do que é o indivíduo. As vezes caricata, quase sempre generalizadora e constantemente equivocada.
Depois, um pouco mais de nitidez mas ainda não a verdade. Um gesto, uma roupa, o próprio corpo... mas quanto mesmo disso fala sobre o que somos por dentro?

Acho que MUITO. Mas as pessoas não estão acostumadas a ver pra além dos próprios preconceitos.
Muitas vezes eu me senti intimidada porque
 minha personalidade introversa “não correspondia” ao que todos esperavam, pois, quem aparenta tímido, segundo a grande maioria, é inseguro e se dobra ao meio pra não chamar atenção.

Mas eu sei o que condiz comigo. No processo de me conhecer, as vezes dói ter que admitir que eu me importo tanto com a aceitação alheia. Mas eu não consigo escapar dos meus gostos, do meu jeito. Nunca consegui! Isso é expressão! E a genuinidade do meu íntimo quando fala é insuperável, é irresistível.
Sou simples, mas sou assim: Gosto do gosto. Do que é belo. Como todo mundo... e me permito a ele. E entre o padrão e a falta de vontade de mergulhar na inexorabilidade do que Eu sou, as vezes, eu sei, incomodo, pareço incompatível. E que bom! * Reflexões de um começo de semestre. 🖤 grata a quem leu até aqui! Ótimo dia 

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25 de abr. de 2018

Reflexão do dia - Sobre as nossas contradições



Houve um tempo, eu me lembro, em que alguns amigos começaram a se incomodar com o meu “blog”. Parece estranho, ao contar para alguém que só me conhece pelas redes, que as pessoas próximas não concordavam com aquilo que eu fazia, mesmo não havendo uma repercussão negativa.

Eu também não gostava de ser contradita por aqueles que me cercavam. Mas eles me conheciam muito bem à ponto de ver que aquilo tudo era o extremo oposto de mim.
Os meus amigos, eu acredito, não eram contra a expressão, mas provavelmente contra a virtualização dela.

Eu sempre tive problemas de socialização e limitações inacreditáveis para me relacionar e expressar verbalmente. Sempre busquei exprimir meus pensamentos através da escrita e os poucos que chegavam até mim eram os únicos contáveis dentro da minha convivência.

Então de repente eu criei um blog, tinha 5 mil amigos no Facebook, fanpage, fui elencada entre as 99 blogueiras do mundo em um livro publicado na Inglaterra e era convidada pela TV local para falar de moda. Como isso poderia condizer com uma pessoa que nem tinha coragem de olhar nos olhos do outro dentro de um diálogo, caminhava olhando para o chão e falava para dentro?

Eu sei muito bem a resposta... hoje mais do que antes! Mesmo que atualmente aqueles amigos tenham se afastado, eu sei que também aprendi com eles. Porque eles queriam que a mudança acontecesse dentro de mim e na vida real antes de alcançar esse mundo de redes, tão cheio de “falsas verdades”, tão cheio de photoshops, tão cheio de filtros.

O que as pessoas não aceitam é a contradição!

19 de mar. de 2018

Desabafo | Sobre a Timidez

Uma vez me disseram que eu deveria expor o meu problema para que as pessoas se fizessem mais empáticas e me recebessem de modo menos crítico. Sem saber que não era tão fácil e "real", eu ouvi o conselho e acabei perdendo as contas das vezes que senti a necessidade de dizer: “Desculpe, eu sou tímida”. Passei tanto tempo precisando me justificar para os outros por não saber lidar bem com situações “comuns” aos grupos sociais -mas nem por isso fáceis para minha confusa mente- que cheguei ao ponto de me odiar e acreditar verdadeiramente que não era boa o suficiente. Enquanto isso, a imagem que eu passava de antipática, antissocial, metida, arrogante, estranha, já estava bem fixa para muitas das pessoas que me rodeavam e conviviam sem substancial interação.


É possível que muitas crenças me bloqueiem, é óbvio que eu não desenvolvi, como muitos aprenderam na infância, a superação daquela primeira barreira que acontece ao ver um conhecido ou desconhecido na rua e simplesmente demonstrar-se presente com uma palavra ou um gesto. Não treinei o suficiente para ser aquilo que todos esperavam: acessível, simpática, clara e sociável. Mas nestes tantos momentos comigo mesma, a busca por compreender minhas apreensões e os anseios do mundo externo, assim como a realização dos meus passos sedentos por expressão, me possibilitaram descobrir que não adianta me justificar, pois a ação é o que realmente conta nesse intenso e imediato modo de viver contemporâneo. O mundo é feroz com quem não segue a linha e a competitividade não é só no campo do trabalho, mas em todas as relações sociais; nos estudos, na academia, na TV, na vida toda!


Já ouvi muitas vezes que não pareço tímida e a última vez que me disseram, veio seguido de: “se fosse tímida, ainda estaria na casa da sua mãe e não morando sozinha do outro lado do mundo”. Essa afirmação, tão convicta como se me lesse sem pestanejar, mas tão superficial e rasa como todas as outras já recebidas, me fez -uma vez mais- concluir que as pessoas não ligam de verdade se você tem uma limitação: elas se contentam com aquilo que “PARECE”, o que aparenta ser... a típica “primeira impressão” ou até segunda, terceira, décima... pois este é o mundo em que se você é normalmente sociável e passa por um dia ruim, tem que fingir harmonia e distribuir sorrisos pra não parecer “chato”.


22 de jun. de 2017

Saudades

Há o momento em que percebemos o quanto nossas raízes extrapolam o tempo e o espaço. Meu sobrinho disse, no dia da minha viagem pra cá: "Parece que quem a gente ama sempre precisa partir"... uma frase bastante reflexiva e triste para uma criança de 9 anos, que estava diante de mais uma despedida, dentre as diversas vividas por ele durante estes poucos anos. Se ele, com esta idade, presenciou o divórcio dos pais, o meu namoro de 5 anos e a separação de seus avós, imagina o quanto nós adultos, pudemos assistir?!

A verdade é que estamos em movimento, em constante transformação. Nossas escolhas mudam com o tempo: haverão sempre amigos para ir e vir, coleguismos que durem o instante de uma colônia de férias, paixões que se diluam em um mês e meio, outros amores que nos arrasem por anos... mas a família, esta a gente leva em si nem que seja no jeito, no reflexo do espelho, nos costumes intrínsecos, aprendidos quase sem perceber.

> Recentemente a Universidade de Connecticut, nos EUA comprovou que, quando na infância, alguns rompimentos geram não só sofrimento emocional mas extrapolam causando uma dor física. Não é preciso ciência alguma para saber que certos laços são mais especiais que outros, mas a gente aprende aos poucos -e não sem dor-, que a sua hora, tudo pode voltar ou simplesmente se solucionar.

É pena que a gente só aprenda isto já com alguma idade.



Eu por exemplo, neste novo ambiente -longe de casa-, procuro lembrar como era o carisma iluminado da minha irmã Ana Kassia ao lidar com as pessoas; tento reproduzir aquilo que lembro das receitas (quase desastradas) da minha mãe Eliana na cozinha; repito sozinha as falas das brincadeiras que o meu sobrinho Lipe coordenava como se fosse o próprio diretor das cenas, e rememoro a risada gostosa de todos eles, percebendo que até nas desavenças com meu irmão, houve algum ensinamento divino de compreensão e respeito as diferenças.

A família se mostra em mim quando me defronto com o espelho e percebo algum traço genético que até me incomoda, mas reafirma a minha origem, ou quando perguntam a mesma coisa que diziam ao meu pai sobre o cabelo que dele herdei: "-É tão preto que parece pintado".

A família se apresenta ao meu acordar, pensando ter ouvido a voz da minha mãe que desde que me lembro às 7 horas dizia meu nome insistentemente "Clara, Clara, Clara!". A família me é quando a saudade bate e mesmo a muitas milhas de distância, o amor conforta, a lembrança apraz e a lágrima se conjuga docemente ao riso, confortado em saber que estão todos bem, ainda que não perto.

Então é fato que todos aqueles que passam nos marcam leve ou profundamente. Como duas folhas de papel que coladas, despedaçam mais ou menos ao separar, dependendo do tempo que ficaram unidas. E acreditando nisso, me contento em saber que se sinto esta presença, é porque também estou do lado de lá e espero que seja também assim tão positivamente.

31 de ago. de 2012

8 ou 80: Medos, bobagens e explicações...


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Tenho medo de gente, tenho medo de altura, tenho medo de morrer tragicamente, tenho medo de banheiro público, tenho medo de ser uma artista frustrada e também tenho medo de falar as vezes...  Eu tenho medo de várias coisas, mas a que está me deixando mais angustiada ultimamente, é o medo de que as pessoas tenham percebido (ou não) a ausência das minhas verborragias aqui pelo ZebraTrash. Na verdade é meio que uma mistura de medo com vergonha, por não ter vergonha na cara mesmo. Eu sei que fica cada vez mais claro que eu estou virando uma chata -sem galocha e- sem criatividade. Mas depois de um tempão sem escrever, eu andava definhando pelos cantos, sabendo que a minha decepção era comigo mesma.

Acho que a gente escreve quando as coisas transbordam. E as coisas não tem transbordado muito pela minha vida, por conseqüência de uma bola de neve que se formou com o atribulado ano de 2011. Tá! Eu sei que já passamos da metade de 2012, mas o ano passado me deixou tão cheia de dúvidas e medos, que quase me transformou em outra pessoa. Mudanças na vida familiar e acadêmica, trabalho incerto, tapas na cara, depressão 'pós-motivoalgum' e um monte de outras bobagens que me influenciaram a ficar ainda mais calada e passiva -ai, como eu odeio essas características.

Pois é que na verdade, para mim, quando as coisas não estão ligadas no 80 não valem muito a pena. Essa fase de fim de curso (e são 2 ao mesmo tempo) me deixa em estado de alerta vermelho e eu acabo criando uma capa de tranquilidade tão mentirosa quanto meus dedos estáticos. Fico ligada no 8. Acabo não valendo a pena, não rendendo. Estou quase entediada em ter que me podar, e confesso que estou muito preguiçosa também. Eu até tive tempo de escrever -e olha que eu sou paga pra isso-, mas parece que a minhas idéias se enrolavam formando um nó como trezentos e setenta e cinco 'oitos', assim, infinitos...

Alguma coisa não me deixou nem pensar no que escrever. E a culpa desse vazio é minha mesmo! Antes eu conseguia escrever porque não ficava horas de cara pro computador, antes eu saia pelo menos uma vez na vida pra visitar meus amigos e sabia dizer as coisas com maior linearidade e coesão, eu sabia ficar arrepiada lendo um livro do inicio ao fim, eu sabia fazer leituras de paisagens, eu sabia sair correndo para o nada no meio da noite sem nem cogitar o arrependimento...

Ontem eu li um post no blog da  Ojana Coutinho (obrigada Ojana! ;) falando sobre o Zebra Trash, meu estilo e meus textos. Fiquei super emocionada em saber que alguém ainda se dá ao trabalho de buscar algum texto meu pra ler. Além disso, adorei a montagem que ela fez usando a frase da moda "Keep Calm and". Tomei até a liberdade -ou melhor, atitude- de me dar um tapa na cara depois de ler a mensagem. O termo trashion era pra expressar a minha inconstância, o meu lado brega, o meu lado podre, o púdico e o vazio também: o meu silêncio. Eu não posso mesmo me estabilizar no 8 se o que me mantém na linha da (in?) sanidade é o 80. 

Acho que esqueci que existe vida e que ela é cheia de declives. Por me cobrar demais, eu acabei me esvaziando. Sem paciência pra ouvir críticas, sem paciência pra me olhar no espelho e admitir que estou dez quilos mais gorda depois da minha primeira depressão de 2011; sem paciência pra deixar de me odiar por não estar sendo a Clara que eu queria ser. Deixei meus medos pequenos me tomarem o corpo todo. E foi uma loucura... Mas eu vou sair dessa ressaca. Afinal, sexta feira que é dia de encher a cara e curtir a vida. Talvez eu comece hoje a minha antiga-nova fase Trashion 80's (Because I don't want to keep calm!).  Agora, depois dessas oitocentas toneladas de letras saindo de mim, eu sei que já posso voltar ao modo trash-on.


Grata pela leitura!
Tenham um ótimo fim de semana! ;*

Ilustração: Renáh Azevedo





14 de fev. de 2012

Do Latim, Patior...

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Que é a paixão? Será a transmutação dos valores, o inconsciente, a criatividade, o amor transfigurado, a antítese do ódio, o perigo real? Se é da paixão que trata a literatura e se não há romantismo literário sem a imagem da mulher, não haverá a palavra paixão sem a idéia do feminino subentendida. Por que nos tornamos objetos desse sentimento e ainda buscando-o em todos os campos da vida, sabendo-o fugaz, nos permitimos aos sintomas extremos a que ele nos induz?

Bem se sabe que o grande movimento da paixão, o Romantismo -pelo menos no Brasil- foi um projeto de nacionalidade que para além disso, tinha caráter didático para a classe feminina, que aprenderia ali como se portar perfeitamente, sendo narradas cheias de perfeições fenotípicas e repletas de qualidades de anjo. Aliás, o principal precursor da corrente, o calvinista Jean Jackes Rousseau, acreditava na natureza virginal das mulheres e das crianças, que não se corrompiam [pela condição de inferioridade], aos pensamentos do homem.

A paixão, palavra que vem do verbo latino,
patior, que significa sofrer ou suportar uma situação dificil, significa também pertubação e doença, e na prática, de fato faz o indivíduo perder a individualidade além da sanidade, tamanho o fascínio que o outro exerce sobre o demente apaixonado.

Mas a paixão é coisa de mulherzinha. No terceiro milênio "cada qual pega geral" e a palavra foi vulgarizada ao ponto de manter presença certa apenas nas composições clichês dos cantores mais 'dahora' -principalmente no pagode e sertanejo, onde a temática surpreendente das músicas permite uma verdadeira releitura dos sucessos e as novas canções apenas fazem uma troca de lugar de palavras. Já no século XIX, os autores românticos usavam a doença como metáfora. E as mulheres que se apaixonavam e viviam amores perfidiosos ou proibidos, logo ficavam doentes e morriam de uma doença do peito: de paixão, ou segundo os sintomas dados nas literaturas, morriam de tuberculose ou de tristeza. Morriam de amor, para parecerem ainda mais frágeis... Afinal, as mulheres sempre foram colocadas como o segundo sexo, e não podiam ficar sobre outro posto senão o de seres mais facilmente enleváveis.

A paixão sempre foi para mim uma epidemia da qual eu queria nunca precisar experimentar. Aos meus míseros nove anos, já distinguia bem homem e mulher e seus aspectos comportamentais dentro dos relacionamentos amorosos, mesmo nos desenhos animados. Pensava, tentando mentalizar uma oração para uma Deusa feminina: "Nossa, se todas as mulheres grandes se apaixonam, eu prefiro nunca crescer, porque parecem todas tolas, limitadas, cegas!"; e foi por isso também que eu chorei ao receber minha menarca, ao sair de um parque onde brincava de balanço com uns primos mais novos e ouvi minha mãe dizer o clássico "agora você já é uma mocinha". Depois disso, lembro que chorei por pelo menos quatro dias, enquanto a maldita se fazia presente ao meu corpo ainda infantil que relutava em ser algo qualquer que não um corpo de mulher.

Mas a paixão, antes que eu esqueça, é a maior representação do amor impossível. E porque é impossível se faz pertubadora, deixando insatisfeito o orgulho típico do ser humano, que luta para retomá-lo. Diferente do amor, a paixão é finita. Porque é também comum ao homem, prostrar o vigor e as esperanças frente a uma conquista. Logo se busca outra e a luta justifica o ardor já gasto.

Ao fim das contas, apaixona-se por pessoas belas. Aprendemos nos livros, pois, a
amar as feias e sofrer pelas criaturas divinizadas, por aquelas que o substantivo traduz: patior. Não damos 'patior' a pessoas feias, porque elas não merecem. Ou pelo menos é isso que o seu/ua amigo/a diz quando você pensa em sofrer: "Ah, mas ela não merece isso. Ela nem sequer é bonita." Viu só? Esse será o modelo Etnocêntrico, no qual vivemos sem perceber, buscando colocar no topo [do falo] os ditos poderosos por posse de beleza e bens monetários. E pouco importa se a figura se faz aceitável pelo que emana de sua aura: "Alô, mana! A gente se apaixona por uma imagem pré-concebida!". E é de príncipes encantados que estou falando. Não procuramos gente real para idealizar. Tenho dito...

Hoje é o Dia de São Valentim, dia do amor romântico e também uma das datas mais comerciais do mundo... Eu não podia deixar de fazer uma das minhas eventuais e irônicas verborragias. Viva ao amor e aos meus textos gigantescos! haha Bom dia! ;*





28 de dez. de 2011

Reflections


Hoje eu acordei um pouco inspirada e nada mais poderia fazer sentido a mim do que escrever alguns (cheguei a conta de 5) pontos que aprendi como lição neste ano de 2011 que quem sabe, podem coincidir com o pensamento de vocês ou pelo menos faze-los refletir também...

Não é exatamente uma retrospectiva do ano, mas sim uma lista de cinco coisas que se devem ser levadas a sério por mais clichês que pareçam. Como eu tenho muitos leitores jovens e adolescentes, acho que elas podem servir de ajuda para alguma evolução comportamental ou mesmo para reflexões que tornem o ano de 2012 bem melhor.

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13 de mai. de 2011

Cores Identitárias...

Étnico

Etimologicamente, o conceito de raça veio do italiano razza, que por sua vez veio do latim ratio, que significa sorte, categoria, espécie. Como a maioria dos conceitos, o de raça tem seu campo semântico e uma dimensão temporal e espacial. No latim medieval, o conceito de raça passou a designar a descendência, a linhagem, ou seja, um grupo de pessoa que têm um ancestral comum e que, consequência, possuem algumas características físicas em comum. Mas como classificar por raças o povo de um país que possui sua formação populacional quase que totalmente mestiça?
Traços fortes da cultura africana podem ser encontrados hoje em variados aspectos da cultura brasileira, como a música popular, a religião, a culinária, o folclore e as festividades populares. Pensando na diversidade étnico racial encontrada no Brasil em razão de seu povoamento mestiço repleto de imigrantes, fiz uma sessão de fotos simples, com fundo contemporâneo, porém com tema específico voltado a expressão de uma identidade multifacetada que é, sem sombra de dúvidas, uma característica nata dos cidadãos brasileiros.
Dizem que tenho bisavós negros, indios e portugueses, meu sobrenome Campello, veio do Latin e significava campo, e todas essas informações sobre os que me antecederam formam um pouco da minha identidade, aspectos inclusive, que passam dispercebidos por longos tempos...


étnica

29 de dez. de 2010

2010 em uma página

O meu ano inteiro não caberia aqui descrito. Não poderia falar do quanto cresci, de quantos filmes me marcaram, de quantas vezes ouvi a mesma música, de que pessoas me fizeram sorrir ou de que forma me tocou cada poema que li, um a um, miscigenado em mim pela identificação com uma letra que fosse... Não quis colocar todas as minhas pinturas favoritas ou as coleções que mais me agradaram. Os lançamentos internacionais, os lugares que sonhei em ir ou qualquer coisa que não tivesse sido real como essas imagens foram...

tumblr_lbuhdwv2lz1qdaig4o1_500 - Copy (2) - Copytumblr_lbyhjukwiI1qcu2a2o1_500_large - Copy  (2) - Copypáscoa de viciados. #medocabeçón e o cappuccinoYellowsmooking and paintingeu quis fazer uma textura.pop the clockfolha de SPfolha de SPDodges Ridgeby Alex HaasWelcome home to Fremantle, 2003"Lesson 3," 2009, by Ben Turnbull9iu7pu copyindo praia no fim da tarde.Por do sol em Rio Branco 02dia de oficina :]DSC_0170tumblr_lazzhcVmeh1qbkotao1_500 - Copy (2) -  CopyPrimeiro Bar.ZarxxxxxxCHá de frutas vermelhas!cabelosEntrevista / Montagem de looksDSC07754-11518-the-death-of-cleopatra-guido-cagnacciEdvard_Munch_-_Madonna_(1894-1895)Nefertiti Bust 2zbra jump (5)Tutankamontumblr_l2y1dqBXtS1qzs56do1_500 - Copy (2) -  Copytumblr_l0w9gmm9VG1qzs56do1_500 - Copy (2) -  Copyaaniversario026-um-2009hairfacep&btumblr_l15oobUscY1qzs56do1_500 - Copy (2) -  CopyPintassodroguitavinicius de moraesdgp6ba70tinhadali-2Ipêp&btumblr_ldixziXwnd1qfwomro1_400_large - Copy  (2) - Copyyoyo7 - Copy (2) - Copytumblr_l9ix01tmUU1qzgue6o1_500_large - Copy  (2) - Copytumblr_l2pdx0nO9h1qaaw6wo1_500 - Copy (2) -  Copytumblr_l5fnekUbsM1qbbfcxo1_500 - Copy (2) -  CopyTrashion BlueRock Fantasynhawmmn! tumblr_ld4p5jGkYS1qemk46o1_500 - Copy (2) - Copytumblr_lbc612IaCg1qa0avdo1_500 - Copy (2) - Copytumblr_kzvmhfcaQb1qzs56do1_500 - Copy (2) - Copytumblr_l7272fknMF1qzs56do1_500 - Copy (2) - Copyp&bp&bp&bp&btumblr_lb96gulQF71qzvqe9o1_400 (3) - Copy - Copyp&blove9835154069636_072fd6e7f2_b - Copy5154041908_50223bbeb8_b - Copy5153522255_5b8ddd00c9_b - Copy4470119251_169684d018_o - Copy4429970197_8c03e70f7b_b - Copy4429746787_7fc30d82fe_o - Copy4429119651_cfbfa69e0b_o - CopyLEON GIMPEL2333DSC_0020-34929331199_34bc4fbeb5_b_largetumblr_l1kgk65GMl1qzcwzbo1_500Clipboard01tumblrl4d0fms6i11qzr04eTrashion Bluetumblr_l380mava2V1qaaunno1_5000lFXcMmhSmmqm29eBrK6KieWo1_5005203570702_f9340602c0_o3525633299_f5b24c9824_largeDSC_0336ael_estilo_de_georgia_jagger_314461359_320x480amsterdam_mvrdv_wozoco2101_wm_mvrdv10Grolado de Artesnqaidu5059943282_01449b8714_bDSC06516tumblr_l7xomxc3iP1qc3obno1_500tumblr_l7wa66g6651qzb2m8o1_500eniko-mihalik2IMG_9913chainshoes34(  www.indiahicks-islandliving.comZEBRABANNER2tumblr_l5qbzj7J1D1qza249o1_400tumblr_l4db29j89n1qzdqgao1_400clouds211066-8-1279401732781DSC08896TentamenRenahme7.28.10tumblr_l6ni19JwbS1qcuyhoo1_500_largetumblr_l6zbkz75bc1qd65n3o1_500_largehotel5_largetumblr_l6v8ldgFdV1qak76po1_500drew2313393254_9b8b377152tumblr_l7mzg6NUcw1qa6c9zo1_500bl%C3%A4%C3%A4%C3%A4tumblr_l11mubfRi61qzll95o1_500_largechloecrossedcarrinhaaasssssssssslara-stone3tumblr_l92x1uazQM1qdqygfo1_500DSC_2088 copystumblr_l9sa4qp8Ce1qa0nd6o1_5004824837094_c7cbfb36c3_bUntitledsDSC00493DSC_0510 - Copydaily_picdump_289_06 - Copycaveiras - Copy4014588904_918052d093_o - Copy3066330823_ff639aced5_o - Copy65abm9 - CopyCROSSES64ddff224e5ab386e67d0dc66c9b4d8ffab15344_m_55749381 - Copy25hd3kj - Copy1zpp64p - CopyParisa - CopyF1020025 - CopyParif - Copytumblr_lazzhcVmeh1qbkotao1_500 - Copy (2) - Copytumblr_l2y1dqBXtS1qzs56do1_500 - Copy (2) - Copytumblr_l1bunjroLO1qzyrwvo1_500galaogpal023frejabehaerichsen6love0089 - CopyIMG_3873b - Copya - Copylovr3_4_09_George_Ksubi15835love045Dali, Salvador (1904-1989) - 1944-45 Galarinaxdreamingcoco hatscoco hatshey, boy!DSC_0353(2)transparenciaDSC_6506freedonoliviajkjumpbwimg01 - CopyIMG_8594 - Copyxilogravurasjulia9verkgmbdroan-ec034-h-1520397_0x440versadjMichael-Jang-14terninho19368161escolhendo cores75144816Self-Portrait_in_the_Workshop GOYAtumblr_la5dtrFPJt1qakd30o1_500_largevintage paris 20's4470201053_34070b391a_otumblr_lbxcp1WbAs1qbccgpo1_500tumblr_lbkprmA9mX1qev6iio1_1280tumblr_ldlxgoWl1e1qzs56do1_500tumblr_l8eb5rKg6S1qzpl0do1_500tumblr_ld7btoUaup1qzs56do1_1280mix leopard printtumblr_ldr50jeHvj1qc8bzxo1_5004841418979_1bf9646c01_b4824837094_c7cbfb36c3_b4492828269_b8b1b4e60a_z200810271813414811244553_9a75afa569_b2yoy9s4 - Copyhey boyTGA + CHOCOLATE!panamá + round glasses IIIhungrycabeloslisosmar03.10baby baby panamá4424254624_07e96c30a4_o4461174265_fc5e1e0583_zchristiantagliavini_08mondrian1Girl WIth a Pearl Earring Original Johannes VermeerFrank Jehry (4)zbra jumpcoco hatsFouquet, Jean -Virgin and Child Surrounded by Angels, 145006-ARTE NO BLOG-IMAGEM 03-29-10-20103152800294_f2ecbe8458_zbaiser_hotel_de_ville_paris_1950p&bdali_ascensionsong-from-a-different-level-2009Corner of the Villa - Edward James Poynter 3151965871_dbd18f3803guo pei schuhe75178_463781683653_94300828653_5392319_2733000_nParisa - CopyPiramides Egitofranciscogoya_portrait_of_the_duchess_of_albadali_madona_orelhaDali, Salvador (1904-1989) - 1945 My Wife, Nude,frank jehrys (1)Frank Jehry (3)Deer-Womanp&bHirst, Damien (1965- ) - 2008 Tranquility (Private Collection)DSC_0170asasas copy4433958156_5948a070c9_o copyCanasvieirasDSC09701monet-claude-garden-path-at-giverny-2601962DSC09046pinnn"Richard Rogers", 2009 by Xavier VeilhanIMG_5847boemiaupside †Dali, Salvador (1904-1989) - 1977 Surrealist Newton (bronze)

Pensei em escrever um grande texto, mas como esse blog é mais visual, decidi juntar algumas fotos e imagens de pinturas que foram mais significativas. 2010 passou tão rápido que ainda consigo sentir o gosto da praia de Jurerê Internacional (janeiro) tanto quanto o medo da viagem de ônibus com as colegas da faculdade para apresentação de trabalho em Vilhena (outubro). Enfim... Degusto essas fotos como se as tivesse vivido um ano inteiro em cada uma, em cada cor. Enfim... Achega-se o 2011 e espero que sejamos mais felizes que isso!