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22 de jun. de 2017

Saudades

Há o momento em que percebemos o quanto nossas raízes extrapolam o tempo e o espaço. Meu sobrinho disse, no dia da minha viagem pra cá: "Parece que quem a gente ama sempre precisa partir"... uma frase bastante reflexiva e triste para uma criança de 9 anos, que estava diante de mais uma despedida, dentre as diversas vividas por ele durante estes poucos anos. Se ele, com esta idade, presenciou o divórcio dos pais, o meu namoro de 5 anos e a separação de seus avós, imagina o quanto nós adultos, pudemos assistir?!

A verdade é que estamos em movimento, em constante transformação. Nossas escolhas mudam com o tempo: haverão sempre amigos para ir e vir, coleguismos que durem o instante de uma colônia de férias, paixões que se diluam em um mês e meio, outros amores que nos arrasem por anos... mas a família, esta a gente leva em si nem que seja no jeito, no reflexo do espelho, nos costumes intrínsecos, aprendidos quase sem perceber.

> Recentemente a Universidade de Connecticut, nos EUA comprovou que, quando na infância, alguns rompimentos geram não só sofrimento emocional mas extrapolam causando uma dor física. Não é preciso ciência alguma para saber que certos laços são mais especiais que outros, mas a gente aprende aos poucos -e não sem dor-, que a sua hora, tudo pode voltar ou simplesmente se solucionar.

É pena que a gente só aprenda isto já com alguma idade.



Eu por exemplo, neste novo ambiente -longe de casa-, procuro lembrar como era o carisma iluminado da minha irmã Ana Kassia ao lidar com as pessoas; tento reproduzir aquilo que lembro das receitas (quase desastradas) da minha mãe Eliana na cozinha; repito sozinha as falas das brincadeiras que o meu sobrinho Lipe coordenava como se fosse o próprio diretor das cenas, e rememoro a risada gostosa de todos eles, percebendo que até nas desavenças com meu irmão, houve algum ensinamento divino de compreensão e respeito as diferenças.

A família se mostra em mim quando me defronto com o espelho e percebo algum traço genético que até me incomoda, mas reafirma a minha origem, ou quando perguntam a mesma coisa que diziam ao meu pai sobre o cabelo que dele herdei: "-É tão preto que parece pintado".

A família se apresenta ao meu acordar, pensando ter ouvido a voz da minha mãe que desde que me lembro às 7 horas dizia meu nome insistentemente "Clara, Clara, Clara!". A família me é quando a saudade bate e mesmo a muitas milhas de distância, o amor conforta, a lembrança apraz e a lágrima se conjuga docemente ao riso, confortado em saber que estão todos bem, ainda que não perto.

Então é fato que todos aqueles que passam nos marcam leve ou profundamente. Como duas folhas de papel que coladas, despedaçam mais ou menos ao separar, dependendo do tempo que ficaram unidas. E acreditando nisso, me contento em saber que se sinto esta presença, é porque também estou do lado de lá e espero que seja também assim tão positivamente.

30 de jun. de 2016

Look Damyller no Cristo de la Concórdia

Voltando a minha ultima viagem, eu postei uma selfie no instagram (@clarazebra) no Cristo de la Concórdia, mas achei melhor mostrar esse roteiro mais detalhado para vocês. O Cristo de la Concordia é uma estátua colossal de Jesus Cristo, localizado na colina de San Pedro, em Cochabamba, na Bolívia, a uma altitude de 265 metros acima da cidade. Os cochabambinos sentem orgulho de informar que a estátua é maior do que a do Rio de Janeiro (e é, de fato, 2 metros maior), no entanto ainda não é a maior representação de Cristo, pois o posto de maior estátua é a de Cristo Rey, na Polonia.

Pode-se ver a estátua do Cristo de Cochabamba de vários pontos da cidade, inclusive da sacada do apartamento do meu irmão (tem uma foto no final do post) e quando a lua cheia chega, é belíssimo vê-la ao lado do monumento, disputando beleza com as montanhas. Há duas formas de chegar o Cristo: por bondinho ou de carro, pela estrada. Eu subi de carro e mesmo assim a altitude já incomoda um pouco. Algumas pessoas sentem tontura ou falta de ar lá em cima, principalmente os não habitantes de "Cocha". A vista de lá é belíssima e a vegetação, além do clima, parece um pouco desértica: cactos e suculentas por todos os lados, sol de manhã e frio de noite. A vista vale a falta de ar na subida! 


27 de jun. de 2016

Look Damyller: Passeio em Cochabamba

Hey, gente! Como falei nos ultimos posts, estava em Cochabamba, na Bolívia. Foi uma viagem de ultima hora, mas na verdade, com intuito muito especial, pois foi formatura dos meus dois irmãos mais velhos: James e Ana Kassia, que estudaram medicina. Como foi uma viagem em família, não me programei para muitos passeios além dos que fiz em conjunto. O lugar é realmente muito diferente, bonito e teria dado uma grande sessão de fotos, se meu amado fotógrafo Pierre estivesse presente. Massss, mesmo assim, consegui clicar alguns dos belos lugares que conheci e pedi para a mulher do meu primo fazer uns shoots do meu look total Damyller! Vem ver o que eu conheci por lá! ;)