Eu adoro chegar no meu guarda-roupas, pegar peças antigas e montar um look com cara de ano passado. É verdade! Sempre fui de guardar as coisas com a ideia de me inspirar e montar algo novo num dia próximo. Talvez por isto eu tenha tanta dificuldade em abrir mão das minhas coisas. Há uma questão de forte caráter emocional que certas peças guardam e algumas delas me permitem brincar com looks diferentes e fugir sempre que possível, de composições viciadas.
Parece que acontece bastante com mulheres: diante de um armário lotado, temos aquela sensação de que não há roupa para vestir. Roupas, claro, há muitas. Mas é necessário criatividade para saber usá-las de formas singulares. E quando eu falo isso, não me refiro a usar uma peça sem o risco de ter alguém com uma similar, mas combiná-la de um jeito único, que mesmo que a peça se repita em um mesmo ambiente, note-se a personalidade e não o objeto que a reveste. E talvez por isto, a real importância não está em vestir, mas em despir. Despir-nos de ritmos que não são nossos, ansiedades emprestadas, prioridades que não importam mais. O que mais estamos guardando nessas gavetas? Medo, acômodo, peças para depois, moda, repressão, produtos caros ou imaterialidades?
O look de hoje é um reflexo e tem inspiração na música. O moletom foi um presente de aniversário de 16 anos que vou guardar até virar trapo. O resto do look foi todo garimpado e nada custou mais de R$ 50. Agora, desculpem a bagunça. Por aqui as coisas são mais trashions do que garbosas haha. ;* Ótima semana!