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30 de abr. de 2013

Unknown Pleasures Skirt

Talvez não houvesse hora mais adequada para eu fazer este post. O tema que escolhi para o ensaio que fiz com a fotógrafa Bel Caetano é exatamente o título do Álbum que estampa a saia que usei para as fotos. Unknow Pleasures, da banda inglesa Joy Division, é a trilha que mais tenho escutado nos últimos 2 meses, além de Ray Charles e BB King, na sequência.

Ahh, estou passando por um momento bem estranho e a sonoridade soturna e letras intimistas de JD tem se encaixado direitinho com minhas histórias. Mesmo variando entre estar contente e perdida, eu sei que são apenas momentos e tudo passa. Aliás, o tempo está levando tudo bem depressa. Depressa demais...

No sentido das músicas, escolhi a saia Pulsar da loja italiana Lovely Sally e abusei da dramaticidade na hora de compor o look neste dia. O óculos barroco deu o toque especial que precisava para fechar o look "She Lost Control" com chave de ouro. Espero que gostem (clique na foto abaixo para abrir o ensaio completo) e que maio seja um mês incrível para todos nós!! Bisous!! Bisous!!

Unknown Pleasures

11 de dez. de 2012

IMMATERIAL WORLD


Eu adoro chegar no meu guarda-roupas, pegar peças antigas e montar um look com cara de ano passado. É verdade! Sempre fui de guardar as coisas com a ideia de me inspirar e montar algo novo num dia próximo. Talvez por isto eu tenha tanta dificuldade em abrir mão das minhas coisas. Há uma questão de forte caráter emocional que certas peças guardam e algumas delas me permitem brincar com looks diferentes e fugir sempre que possível, de composições viciadas. 
Parece que acontece bastante com mulheres: diante de um armário lotado, temos aquela sensação de que não há roupa para vestir. Roupas, claro, há muitas. Mas é necessário criatividade para saber usá-las de formas singulares. E quando eu falo isso, não me refiro a usar uma peça sem o risco de ter alguém com uma similar, mas combiná-la de um jeito único, que mesmo que a peça se repita em um mesmo ambiente, note-se a personalidade e não o objeto que a reveste. E talvez por isto, a real importância não está em vestir, mas em despir. Despir-nos de ritmos que não são nossos, ansiedades emprestadas, prioridades que não importam mais. O que mais estamos guardando nessas gavetas? Medo, acômodo, peças para depois, moda, repressão, produtos caros ou imaterialidades?
O look de hoje é um reflexo e tem inspiração na música. O moletom foi um presente de aniversário de 16 anos que vou guardar até virar trapo. O resto do look foi todo garimpado e nada custou mais de R$ 50. Agora, desculpem a bagunça. Por aqui as coisas são mais trashions do que garbosas haha. ;* Ótima semana!  

pedrita (4) copy

17 de ago. de 2012

God save my shoes!

Hoje acordei nostálgica. Voltei aos meus doze anos e parei para pensar naquilo que vestia. Dentre muitas recordações engraçadas e envergonhadas, acabei notando também que sempre sinalizei muita coisa através da minha vestimenta e parece que os meus gostos ainda são os mesmos, assim como eu quase não notei os anos avançarem. 

Num domingo passado, usei este look para ir a uma festa de aniversário e pensei bastante sobre os meus pés. Os spikes foram muito presentes na minha infância e adolescência. Remanescentes do estilo Punk, exatamente por sua direta relação com o Rock, eram símbolos que identificavam os adoradores do som mais pesado. Hoje em dia, no entanto, eu os vejo por todos os lados nos braços das patricinhas, das madames e das roqueiras, como se não houvesse mais aquele olhar que rotulava as vezes excluindo (e não há). 

Se antigamente a identidade visual dos indivíduos dependia de objetos e cores ou circunstâncias como a classe social, religião e nacionalidade, hoje noto que tudo parece mais misturado, mais democrático. Nós podemos moldar nossa identidade diariamente, semanalmente ou a cada seis meses, quando chega uma nova coleção que nos brilhe aos olhos e convença a usar. Seja isso bom ou não, eu só sei que adoro poder usar spikes dos pés a cabeça -literalmente, porque até tiaras de skipes eu já comprei nos ultimos dias- sem pagar de revoltada por aí... 

redfeel sap

30 de mai. de 2012

Wild Hearts Can't be Broken

A quantas anda o seu coração? Bom, em tempos de pós-modernidade ou seja lá em que raios de momento estamos, eu acho que nada é mais justo do que uma turbulência para dar um "up" na vida. Mesmo morando distante do movimento real, a gente vive correndo, sem tempo para a pieguice de um poema de amor, sem tempo pra fazer novas amizades, sem tempo pra filosofar sobre a inexorabilidade da vida, sem tempo sequer para se apaixonar ou reapaixonar pelas pessoas e pela existência terrestre. 

A dieta fica pra próxima segunda, o filme no cinema você troca pelo download free no torrent, o namoro perfeito só existe na ficção? Melhor não cair nessa, isso sim é uma desilusão amorosa e é para com a vida!!

E não há nada melhor do que se arriscar um pouco, ser quem o seu coração manda, ser sentimental, ser extremo, e mesmo sem gritar isso por aí, saber o que realmente é por dentro. Afinal, viver só acontece quando se faz com o trio coração, mente e espírito! Espero que se inspirem nessa vibe Wild e deixem seus corações arrasarem um pouco mais por aí. Beijos wild-trashions com direito a chapéu coco, leather jacket, spike shoes e unhas craquelê novinhas. :***


CracK (2) heartbreakerCracK (1) copy CracK (12)

31 de jan. de 2012

Prosa

Renáh <3praça (2)Pracinhapraça sdpraça P&B

Férias acabando e os dias passando como se fossem horas. Na verdade, o tempo tem passado rápido desde que entrei na faculdade. Quando cheguei, aqui, Santo Deus! Eu era uma criança! Mostrando qualquer coisa que fosse eu, parte de mim, qualquer que fosse o dia, narrando os momentos pelas metades. Agora eu estou quase me formando em duas faculdades e minhas experiências as vezes parecem me tornar cada vez mais confusa.
É engraçado como a gente acaba tendo que repetir o que as pessoas mais velhas falavam quando estávamos crescendo. “A vida é bela e passa rápido demais”. Mas esqueceram de dizer que as pessoas são todas muito incompletas e que algumas precisam de mais tempo pra deixar de lado certas incompletudes, que afinal não são infantilidades, mas pobrezas de ser como indivíduo. As crianças entendem melhor as coisas. Aprendi isso com o pequeno príncipe e tenho aprendido com a criança com quem convivo. Parece que a maldade nelas é escassa, e quanto mais tem contato com os adultos, mais elas aprendem esses sentimentos nocivos a alma.
Acho que as vezes posso não fazer muito sentido. Vocês chegam aqui e querem saber sobre moda ou seja-lá-o-que-for. Mas acontece que eu fiz esse espaço para dizer essas coisas mesmo, um monte de viagens que me ocorrem e de repente eu preciso gritar. Para dizer quase nada e ao mesmo tempo o mais possível, é que se criam diários. Há tempos compartilho meus sentimentos com vocês e quanto sou grata, nem imaginam, quando lêem...
“Quem, dentre vós, já não sentiu a adorável sensação da repentina falta de temor de um bicho esquivo?”
Pois bem, é isso a que me proponho leitores amigos. Algo que não seja como o legume enlatado que todos têm por acomodo em seus armários. De alguma forma dizer para que aproveitem a juventude (e lembrem-se que a velhice só chega após quinze anos contados a partir da idade que tiverem) para fugir dos próprios medos e vencer o monstro da insegurança de ser, de falar, de vestir. O tempo passa voando, as oportunidades se acabam e roupas são apenas carcaças, máscaras que se usam no dia-a-dia para camuflar certos defeitos de fábrica ou salientar futilidades.
Claro que esses posts como o de hoje são como protestos, tem algo de contracultura sem fazer menção. Mas não é nada de mais. É apenas um complemento para fotos que podiam dizer sozinhas.
Que as minhas palavras sirvam e que o dia seja ótimo para todos nós! :*

Fotos. Renardy Azevedo
Roupa. Vintage. Vintage. Vintage.



21 de nov. de 2011

We are all Trashions...

Há poucos dias, escrevi um texto que pretendia abrir um pouco os olhos das minhas leitoras quanto aos tamanhos (e as usuárias de) G e GG. Na verdade, a proposta inicial era dar dicas de moda para as garotas gordinhas, que têm dificuldade para estar na moda, que é sobretudo para pessoas magras. Bem, na verdade, como blogueira Trashion acabo tendo um papel que ultrapassa o clichê de dar dicas de moda e chega ao ponto (esplêndido) de poder alertá-las e incentivá-las a aceitar as tendências naturais de seus próprios corpos, acentuando suas características próprias e assim formando suas próprias formas de vestir (nada mais justo, nada mais trashion).


A moda, tão amada, tão falada e ao mesmo tempo tão saturada (que eu sempre relutei muito em dizer sobre porque em partes me incomoda), agora é o papo da vez e tão contemporânea que traz em seu parco conteúdo a rápida dissolubilidade de tudo o que está nas redes sociais. Já o estilo, o pressuposto básico deste blog, tem perdido sua essência significativa há tempos, logo depois dessa incrível “democratização” de informação e popularização de blogs que usam essa palavra com um sentido vulgar e equivocado tanto quanto copiam e colam infinitamente as passarelas até chegar outra estação (para fazê-lo novamente).


Cada vez mais, fica difícil fazer o movimento contrário a moda e também não é a esse assunto que eu quero chegar... Mas acho que vale lembrar que nem sempre quem veste sabe por que veste –e isso é o que me assusta! É justamente a informação de moda que tem me deixado tão entediada com o assunto nos últimos tempos. É o título de ‘blogueira de moda’ que tem se multiplicado e se aplicado a pessoas que apenas repetem o que alguém já falou e nem sabem por que... Por isso o look do post de hoje foge dos arquétipos das ultimas “trends”. Porque um dia o luxo, o belo e o verdadeiro já foram plenos de significado...

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Ser Trashion é assumir-se como único e verdadeiro.

4 de ago. de 2010

Chapéu Coco

Na Inglaterra do século XlX, o chapéu coco era usado apenas por homens. Como até então a moda era também objeto de distinção entre os sexos, uma mulher que usasse um artefato deste, seria vista como desviante dos valores da sociedade que impunha fundamentos médicos sobre as interpretações e os sentidos atribuídos à feminilidade e definiram o lugar da mulher na sociedade.

Fortemente marcados pelos pensadores e cientistas europeus, os médicos explicaram a inferioridade física, moral e intelectual da mulher em relação ao homem, como uma realidade inscrita em seu próprio corpo, na configuração diferenciada de sua estrutura óssea, concluindo por sua incompetência para participar da esfera pública em condições de igualdade com os homens. Avisaram que, por natureza, as mulheres haviam sido destinadas às tarefas da reprodução e as que se recusavam a essa função deveriam ser percebidas como "desviantes" ou "associais".

Ou seja, uma mulher que se pensasse independente seria facilmente descrita como degenerada, e a expressão de suas idéias ou qualquer emancipação de atitude ou personalidade que surgisse para além dos preceitos machistas do período eram ignorados ou adotados como pervertidas. Nesse período, além destas funções de proteger contra o sol eo frio era também um importante símbolo de status e status social.

coco hats