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5 de dez. de 2017

Catedral Vegetal - Lodi, Itália


Lodi é uma cidade italiana que possui poucos pontos turísticos de grande repercussão. Mas um artista nascido ali, Giuliano Mauri, que teve obras espalhadas por varias cidades europeias, deixou o projeto de sua segunda “Catedral Vegetal” para a cidade (a primeira é localizada em Bergamo, também na Itália). Após sua morte, a neta criou o instituto Mauri e passou a cuidar de tudo para que o espaço saísse do papel. Em uma visita com a turma do curso de Critica e Storia dell'Arte, pude conhecer pessoalmente a Cattedrale Vegetale de Lodi, inaugurada em 2016.

É uma obra aberta que podemos permear, conhecer e nos encantar. É perceptível que Mauri queria fazer uma obra totalmente ligada à natureza, uma expressão de contemplação e impacto visual. As colunas que podemos ver nas fotos guardam árvores plantadas na construção do monumento, que crescerão tomando o lugar da estrutura atual. Uma obra de movimento e de algum modo também, um reflorestamento! 😁🌿

5 de nov. de 2016

Look: Military Coat / Verde Oliva

Ontem foi meu aniversário e o post da sexta acabou atrasando. Na quinta comecei a comemorar meu aniversario visitando o Museu de Historia Natural de Londres, o maior do mundo. Usei um coat bem quentinho e lindo da marca Liquorish, para o passeio. Fotografei pouco dentro do museu, mas pretendo voltar lá para uma visita mais longa. Um dia é pouco para conhecer tudo o que ele tem a oferecer. 

Yesterday was my birthday and I showed some of the surprises in instagram. On Thursday I started to celebrate my birthday visiting the Natural History Museum of London, the world's largest. I used a very warm and beautiful coat of Liquorish brand for the ride. I photographed just inside the museum, but I intend to return there for a longer visit. One day is not enough to know all that it has to offer.


Bag: Elisa Sanchez, Boots: Amiclubwear



20 de mai. de 2016

Dia Mundial do Jeans

O Dia Mundial do Jeans é comemorado hoje, 20/05, e a Damyller compartilhou algumas curiosidades para vocês conhecerem um pouco mais sobre o DNA da marca, que é a melhor do país no quesito jeanswear! Copiei as informações do website só pra vocês terem ideia do quanto eles arrasam na fabricação que integra o uso consciente da água, entre outras curiosidades muito legais. Veja mais:

5 de jun. de 2015

A História dos Sapatos

Como muitas de vocês sabem, eu adoro história... e claro, adoro moda, adoro acessórios e  amo sapatos! Ontem recebi um infográfico exclusivo da Farfetch sobre a História dos Sapatos e não podia deixar de compartilhar com vocês! Existem evidências de que os sapatos foram inventados muito antes, no final do Período Paleolítico, mas vamos ver a história do sapato na MODA? :)

5 de ago. de 2013

Look do dia: Pop Art

Andy Warhol e Roy Lichtenstein deveriam estar vivos para verem suas criações desfilando pelas passarelas e ruas mundo a fora. Já faz um tempo que as estampas Pop Art vem marcando presença forte nos sites de streetstyle e eu, que sou maluca por tudo que é retrô, fico sempre babando nas peças que vão desde moletons, camisetas, bolsas e até saias com desenhos, onomatopeias e figuras da Arte Pop. 

Eis que semana passada chegou para mim uma clutch maravilhosa com estampa Pop Are eu quase chorei junto com a loura que estampa a bolsa (hahah brincadeira) de tão contente que fiquei. As cores primárias me inspiraram bastante para compor um look que levou as cores da bolsa e apenas um toque de vermelho vibrante no batom para contrastar. 

Ana Clara Campelo - Pop Art

3 de jul. de 2011

SPFW Verão 2012.

Arte indígena, Natureza Brasileira, Abraço aos trópicos e a Elegância Nativa... Yeah!

Passada a São Paulo Fashion Week -que a propósito eu não fui-, decidi fazer um textinho sobre o que acompanhei e pude notar sobre as principais apostas para o Verão 2012. Alguns aspectos me chamaram mais atenção: inspirações em telas tropicais, na arte tribal indígena, em elementos da natureza e até folhas de árvores viraram acessórios para as modelos na passarela, além do desfecho do evento com um desfile de peças inspiradas na obra de um cantor e compositor brasileiro do século passado.

A Moda no Brasil pode ser um assunto um tanto delicado, mas na região Norte, é mais que isso: é complicadíssimo! Em tempos de mundo globalizado e de desejos instantâneos, é comum esquecer de que a cultura de moda nacional encontra-se ainda em estado embrionário e sem dúvidas, por aqui, estamos um pouquinho mais atrás. Somos mesmo um país extremamente jovem e a Amazônia, o dito “pulmão do mundo” pouco tem sido explorada por nós, nativos, habitantes das terras amazônicas.

Gigantes da modernidade e da moda como a França, Itália e até mesmo a Inglaterra, além de perpetuarem suas culturas, são reverenciados por nós e exploram nossas belezas como ninguém. Quando acontecem as semanas de moda européia, lá se vão os estilistas brasileiros para se inspirarem, trazer as referências e adequar ao nosso clima. Só então serão produzidos e desfilados os modelitos brasileiros. Desta vez, entretanto, os nossos 511 anos de Brasil, despontaram uma maturidade local impressionante: a moda brasileira mostra-se não só como um fértil, mas também poderoso terreno para novos talentos.

No último dia da São Paulo Fashion Week, seis grifes desfilaram suas coleções com as tendências para o verão 2012. Primeiro a apresentar suas peças, depois de uma temporada em Paris, o estilista Pedro Lourenço, de apenas 20 anos, exibiu criações inspiradas nas telas tropicais da artista Lelli Orleans e Bragança (Pintora, especialista em trompe l'oeil. Nascida princesa do Brasil em 1959).

Pedro Lourenço
(Pedro Lourenço: moda e obra de arte de suspirar)

Já Fernanda Yamamoto desfilou looks inspirados nos elementos da natureza e até folhas de árvore viraram acessórios para as modelos na passarela. Destaque também para o estilista Ronaldo Fraga, que fechou o evento com um desfile de peças inspiradas na obra de Noel Rosa (sambista, cantor, compositor, bandolinista, violonista e um dos maiores e mais importantes artistas da música brasileira).

Fernanda Yamamoto no SPFW
(Fernanda Yamamoto: Tecidos levíssimos e recortes sinuosos)

Ronaldo Fraga
(Ronaldo Fraga: peças inspiradas na obra de Noel Rosa)

A Arte Tribal dos índios da Amazônia traduziu toda a inspiração de Eduardo Pombal para Tufi Duek, que propôs para o verão, modelagens mais retas e pouco estruturadas, partindo de recortes e volumes originados de pregas-macho que apareceram em vestidos-tubos, saias e blusas-túnica quase sempre confeccionadas em tecidos naturais como algodão e linho. Tornando a coleção bastante urbana, a cartela de cores ficou por conta de neutros como palha, preto e branco permeados de cores vibrantes como o vermelho-urucum, laranja, verde bandeira e amarelo.

tufi duek spfw

Tufi Duek

O tribal indígena tipicamente brasileiro trouxe para esta coleção tramas de cestas e trabalhos artesanais em vestidos, sais e tops de costas nuas. “Quando eu estava em Paris, na Première Vision, no final de janeiro deste ano, comecei a ver alguns tecidos que me atraíam pela riqueza da textura e a maneira como eram trabalhados. Em São Paulo, na loja da FUNAI, descobri pinturas, cerâmicas e bordados de tribos indígenas e trouxe esses elementos para o universo minimalista da marca”, explicou o estilista em entrevista para o Portal Fashion Week.

Tufi

E para traduzir o que eu penso sobre todas essas expressões de brasilidade dentro da moda, eu devo dizer que mesmo olhando aqui de longe, do estado que realmente lutou pra ser brasileiro e ainda assim é alvo de esquecimento (e chacota, porque não dizê-lo?! quem nunca ouviu a expressão "o Acre não existe"? enfim...), sinto que o debruçar-se -espero que não romantizado- sobre os trópicos pelos próprios brasileiros, o abraçar a arte nativa, tribal, os balangandãs, os senhores do bonfins e afins (...) é uma proposta mais do que divina para o momento que, somado à velocidade da era digita, o mundo -e o próprio país- podem ver que temos arte e história próprios, o que não resume portanto, o nosso produto apenas em carnaval e futebol.

Com isso quero dizer que o próprio país deve alertar para a nacionalidade, o valor da própria terra! E então tá... Eu penso assim. Viva o 'luxo indígena'! Vamos lá!... O Brasil será isso de saudosismo eterno desde que entendamos que somos um povo misto de culturas. É fácil ver o bem sucedido resultado, começando por reler as imagens acima! ;)

[Relevem alguma ausência de lógica pois o lado direito do meu cérebro está muito ativo. uHSUHs ;* Ótimo domingo!]

17 de jun. de 2011

  Pela Liberdade de Expressão e Direitos Humanos

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Tenho hesitado em publicar um texto. Tenho escrito algumas vezes, mas a frustração que me toma ao meio do desenvolvimento é tão maior que minha esperança sobre as coisas, que acabo abandonando a idéia de publicar alguma opinião. Eis que hoje me surgiu, como uma necessidade vital, a vontade de escrever baseada em uma idéia muito interessante que tem sido difundida pela internet na divulgação de uma marcha em favor de causas sociais de liberdade de expressão e direitos humanos, que conjuga em um movimento, diversos motivos para os cidadãos acreanos marcharem juntos, como em um protesto que prova sua consciência identitária, da memória, das diversidades, da biodiversidade.

Na verdade, o debate da pós-modernidade e do multiculturalismo do fim do século XIX tem sido um dos meus objetos de estudos autodiáticos, na busca por um quer que seja que me consiga estabilizar a sensação de que os direitos estão para todos, sejam para as classes marginalizadas –negros, mulheres, índios, homossexuais- ou não. Logicamente, sempre será problemático abordar temas tão complexos, quando um país tão miscigenado ainda busca modelos europeus como se sua independência fosse um papel em branco e suas mentes fossem assim repletas de vaguetudes de aceitação ao diferente.

Mas o que é o diferente, o diverso, o estranho, o excêntrico? Qualquer desses termos acaba por traduzir algo em nós, que não seremos nunca lineares, simétricos, idênticos, “perfeitos” segundo os padrões da sociedade ou mesmo “normais”. Somos todos de alguma forma híbridos, somos todos mutáveis, cheios de complexos, cheios de distinções, cheios de coisas inatas nos seres humanos e que querendo ou não, sempre foram alvos de injúrias, repressão, aviltamento, espoliações... E falo aqui de momentos históricos, como a morte de mulheres, o genocídio sobre os índios, a escravidão de negros, os preconceitos com os homossexuais e as classes supracitadas.
Eu falo de identidades, personalidades, vidas reais que sofrem por uma memória esfacelada, uma memória fraturada, cheia de desfalques, de traumas.

Na verdade, as Identidades, sejam de um povo ou de um indivíduo único, sempre serão mutáveis. Toda a nossa identidade é forjada pela escola, pela formação religiosa e pela política vigente. Mas eu vou além ao pensar a identidade cultural do país de mais diversa formação histórica: o Brasil.
O que devemos achar de essencial para a nossa identidade se todos somos tão distintos, em especial de uma a outra região do país? Ora, carregamos a mesma língua –e o que será uma língua senão aquilo que une seu povo em uma só identidade?-, histórias diversas, mas com relações inegáveis quando se tratando de uma luta pela pátria amada e afinal, espalhados por todo esse extenso território verde e amarelo, somos brasileiros, filhos e netos de indivíduos híbridos, que querendo ou não, tiveram algum resquício no sangue, de um povo já esquecido: os primeiros moradores desse chão, que hoje quer negar as origens e se debruça em incansáveis imitações internacionais –com sua sensação aparentemente interminável de povo colonizado que deve algo a sabe-se lá quem...

Na minha condição de jovem e mulher que idealiza um mundo sem preconceitos, eu me encontro em litígio sobre um país que se mostra, sobretudo, despreocupado com a educação de seu povo e como é já sabido, alcança índices de alfabetização por meios que facilitam a formação de indivíduos não aptos ao título da escolarização. São números apenas. Números que significam uma massificação da educação de má qualidade. E sobre isso também, como não protestar?

Estou prestes a me formar em letras vernáculas, curso lindo, que me tem expandido o conhecimento de forma indizível, mas que infelizmente desde já me tem aberto os olhos para os problemas imensuráveis sobre os quais me irei deparar se realmente quiser atuar no campo da docência. Salários injustos, trabalho árduo, violência dentro das escolas, dentre outros aspectos ainda mais complexos que nem sequer preciso falar, pois assim não findaria o meu texto.

Então, para não muito estender, porque mesmo marchar e para onde?
Se a Utopia para Thomas Morus (o criador dessa palavra), era uma civilização ideal, um país imaginário em que tudo estaria organizado de uma forma superior; e se para muitos historiadores a Utopia criada por ele, muitos séculos atrás, é hoje reconhecida como a descrição do Brasil na idade média; façamos do que chama o dicionário de “fantasia” ou “plano que parece irrealizável”, o nosso pressuposto básico na busca de uma expressão em conjunto para um país melhor, mais livre, mais democrático.

Eu marcho pela qualidade da educação, grito pelas florestas, pelos índios, pelas mulheres, pelos negros, pelos homossexuais, artistas de rua, pela ARTE! Pelo reconhecimento de um país cheio de diversidades! Pela identidade desse país, pela melhoria de salários, pela valorização dos profissionais docentes, que tanto teriam a ajudar dentro desse projeto de conscientização cultural, sexual e ambiental; eu marcho pela liberdade de poder usar a roupa que eu quiser sem ser julgada, eu marcho pela sociedade menos preconceituosa com as pessoas obesas, eu marcho pela VIDA!

love is love


Se voce mora em Rio Branco, a Marcha da Liberdade de Expressão e Direitos Humanos acontecera' amanhã- sábado, dia 18 de junho de 2011- na Rua Rio Grande do Sul - ponto de concentração na frente do Sebrae, com saída às 9 horas em ponto.

Saiba mais sobre a Marcha da Liberdade em Rio Branco no blog:
http://www.marchadaliberdadeac.blogspot.com/

Saiba mais sobre a Marcha da Liberdade no Brasil no site:
http://www.marchadaliberdade.org/

Seja Livre!
Marche!

21 de mai. de 2011

Hoje ou ontem?

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Elena Perminova nas ruas de Paris (2011 - streetstyle / moda de rua) || Young Beauty In A White Dress by Julius LeBlanc Stewart (Paris - meados de 1800 - quando as mulheres ainda não podiam ir a rua desacompanhadas)

17 de set. de 2010

Mix Prints

mix leopard print

Reflection about the female body.

Em momento algum, como agora, o corpo feminino esteve no centro das atenções da mídia e das pesquisas. Vivemos um momento de consciência sobre o corpo humano, justamente pelo fato de que há uma tensão sobre fatos sociais contemporâneos que vão de atentados, cultos exagerados e violência urbana. O que glamuriza o corpo e o torna foco de intervenções através de esforços que vem a ter foco maior em academias, centros de cirurgias plásticas e mesmo ao alternativo uso de anorexígenos.

Interessante notar que, não muito longe, surgiu a moda e suas peculiaridades. No séculos XIX, ela nasceu após a revolução tecnológica, já com a característica principal de efemeridade, e em meio a esse senário de fácil disseminação, o vestuário se revelava por um incrível sinalizador de classe social e diferenciador de sexo.

A mulher do século XIX era sempre dona de um traje rebuscado e sem mobilidade. E a partir dos próprios medos do gênero feminino é que surge tal indumentária e não só as críticas ao corpo mais frágil e a dominação deste.

Na verdade, a estranha relação que possui o meu post de hoje é presente talvez na interdisciplinaridade que sustenta a idéia de moda em ascenção desde a criação de seu conceito.
Eu sempre penso nas diversas formas de figuras femininas que foram geradas através dos tempos, e como são elas influenciadas ou influenciadoras nos paradigmas das sociedades. Estranho é ver o olhar curioso dos citadinos quando vêem alguém que foge aos padrões atuais da simplicidade que se gerou.

Outrora é para mim absurdo a classificação ou rotulação que eles aplicam aquilo que desconhecem. A idéia a que seguia Backtin (de não esteriotipar as coisas) é como uma concretização do meu pensamento. Devo, então, pensar sobre as tipologias formais, especificaões espaço temporais e tipologias funcionais, como na língua portuguesa?

Na verdade, talvez sim!! Pois o que deveras tem sido agravante a interpretação do corpo e vestimenta na sociedade onde eu vivo é meramente cultural.
Então, andar com um shorts curto por aqui é deixar de ser uma pessoa boa e passar-me por vulgar?

Deixando de lado a interpretação de menina boa que todos tem já sobre a minha pessoa, devo salientar, que esta não quer dizer nada tanto quanto o tamanho daquilo que cobre *ou deveria cobrir* as minhas pernas.

Estamos em um século em que a liberdade vestual é mais do que a possibilidade de seguir tendências, mas a de deixar fluir a imaginação. Então só o que nao vale é a nudez, o resto é personalidade se expressando através do corpo que só serve para o deleite dessas coisas mesmo...

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About:
Mom's Jacket;
Arezzo Shoes;
Vintage Shorts;
Bolivian Hat;
Chilli Beans Glasses;
Avon Orange Lipstick;
Boysh Belt.

Translate Here!!

14 de set. de 2010

Androgyny...



No íntimo da formação de sua unidade lexical, a palavra Andrógino, referia-se a pessoas que não aludissem aos papéis de género habitual.
A palavra servira como um significante ao termo bicónico dos seres
transexuais. Ao longo do tempo, o termo foi mudado para descrever alguém que possuísse atributos tanto masculinos quanto femininos, invariavelmente. Então, com essa interpretação de corpo mais contemporânea, podemos perceber a androginia como a formação do ideal coetâneo: Aqueles esqueletos que lutam por ter os mais pontiagudos ombros, difíceis de se determinar se são meninas sem curvas ou um rapazes muito magros, são a nova moda do momento e torna-se talvez redundante afirmar com tantas explanações acerca disto por ai.

O termo
andrógino, também conhecido como unisex foi discutido em uma coluna do NYT por Harold Koda, diretor de MoMAs Costume Institute, onde ele fala o quão "pueril" e juvenil se deve ser para adotar a "bissexualidade" que se parece afirmar. Na verdade, acho que assexualidade nesse caso é a melhor definição, mas a questão é se precisamos de mais uma palavra para classificar o novo "tipo" humano que se formou, tornando-se já sinônimo de joventude legal. O que é bonito no momento, é senão falar de arte como um leigo metido a culto, experientar coisas aliscinógenas junto a anorexígenos.

Aplicando melhor a idéia incial do termo, hoje seria tal como se referir-nos a uma garota que não veste mais as curvas antes biologicamente colocadas, ou aos homens que já andam pelas ruas de Paris vestidos como mulheres. Hoje as garotas mais "antenadas" na moda descobrem dia após dia, que ter seios e quadris grandes é sinônimo de estar "Out" do mundo fashion. E o que foi um dia atraente tornou-se à estética ditada em editoriais e passarelas, um abuso aos olhos e ousadia que serve de pretesto a discriminação.
Bem lembro que quando era adolescente, a minha maior vontade era ser como as mulheres das pinturas clássicas; brancas, fofas e delicadas, como se mais singelas fossem as curvas corporais por mais que robustas. Então, logo descobri no meio em que me encontro, uma aversão aos padrões que funcionaram só na minha cabeça além da era medieval e renascentista.

Lógico que qualquer mulher quer ser considerada bonita, e eu não fujo a nada nessa busca por uma morada da alma no mínimo agradável aos olhos. Mas exatamente por estar vendo a obceção por corpos aparentemente pré-púberes e dolentes, decidi falar um pouco da estranha concepção que adotei sobre as modelos.

Voltando ao lado pessoal, acho que um dia desses posto uma foto de um bom exemplo que exalto sempre que posso, quando relaciono beleza a personalidade e caráter, e não a pouca consistência corpórea. Minha irmã Ana Kássia é como a Deusa Ácate, que exala beleza pelos olhos e sorriso. E sua pele alva, tanto quanto a tez rosada, são aditivos a explêndida aura cor-de-rosa que a acompanha. Não menos bela que as belas das revistas, e muito inverso a isso, possui sei lá, seus quilos a mais e ainda segue como uma pintura clássica, cheia de delicadeza e sex-appeal.

E então, com uma prova de que a beleza constitui-se de algo mais interno e nunca da falta extrema de saúde, decidi hoje reavaliar alguns pensamentos sobre o valor de uma dieta ou da consciencia existencial.

Longe então de conseguir escrever algo deveras substancial, após entremear diversos contextos, decidi exemplificar aquilo que no início identifiquei como o modelo (andrógino) do momento (pessoas "difíceis de se determinar se são meninas sem curvas ou um rapazes muito magros") com imagens que lhes mostram a vivacidade do tema: as fotos acima são do modelo australiano Andrej Pejic. E não preciso dizer mais, sure?

4 de ago. de 2010

Chapéu Coco

Na Inglaterra do século XlX, o chapéu coco era usado apenas por homens. Como até então a moda era também objeto de distinção entre os sexos, uma mulher que usasse um artefato deste, seria vista como desviante dos valores da sociedade que impunha fundamentos médicos sobre as interpretações e os sentidos atribuídos à feminilidade e definiram o lugar da mulher na sociedade.

Fortemente marcados pelos pensadores e cientistas europeus, os médicos explicaram a inferioridade física, moral e intelectual da mulher em relação ao homem, como uma realidade inscrita em seu próprio corpo, na configuração diferenciada de sua estrutura óssea, concluindo por sua incompetência para participar da esfera pública em condições de igualdade com os homens. Avisaram que, por natureza, as mulheres haviam sido destinadas às tarefas da reprodução e as que se recusavam a essa função deveriam ser percebidas como "desviantes" ou "associais".

Ou seja, uma mulher que se pensasse independente seria facilmente descrita como degenerada, e a expressão de suas idéias ou qualquer emancipação de atitude ou personalidade que surgisse para além dos preceitos machistas do período eram ignorados ou adotados como pervertidas. Nesse período, além destas funções de proteger contra o sol eo frio era também um importante símbolo de status e status social.

coco hats