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14 de set. de 2014

Rio, eu te amo!

O pôr do sol na beira da praia, a beleza da natureza, o astral das pessoas e milhares de outros motivos originais e particulares de cada apaixonado pela cidade, fazem do Rio de Janeiro um dos lugares mais queridos do mundo. Quem gosta de praia, sol, belezas naturais e a vibe "be happy" e conhece a cidade do Rio de Janeiro, acaba de repente, virando carioca de coração! Aconteceu comigo e também pode acontecer com você: só neste ano eu já fui três vezes ao RJ e já planejo voltar em breve. Um lugar tão inspirador, acho que até demorou a ter um filme que como título, leva uma frase tão repetida e verdadeira.


Rio, Eu Te Amo, um movimento de declaração de amor à Cidade Maravilhosa, começou com ações especiais de arte, música, esporte, cinema, literatura e cidadania acontecidos em vários pontos do Rio desde 2013. Em um momento alto do projeto, surgiram mais ações como a produção do filme “Rio, Eu Te Amo”, no mesmo formato dos já consagrados “Paris, Eu Te Amo” e “Nova York, Eu Te Amo”; bem como uma linha de perfumes criada pelo Boticário.

30 de mai. de 2014

Zebra pelo mundo: Brasília além da política #BSBMeuDestino

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Já fui a Brasília algumas vezes, mas sempre de passagem. De conexão em conexão, geralmente, pois moro no Acre, uma capital pouco conhecida do Brasil, que leva, inclusive o peso de algumas brincadeirinhas sobre a sua existência dentro do País (Como: "O Acre não existe!" "Lá só tem índio e floresta." enfim...). Mas como eu, há cinco anos escrevo aqui para vocês, publicando fotos de look do dia, com paisagem local ou não, as vezes também publico fotos de festas e eventos que participo, e claro, vocês já sabem que o Acre existe SIM e Rio Branco é uma cidade como qualquer outra, com suas peculiaridades de cidade pequena ainda, mas urbana, política, comum!

Assim como Rio Branco leva consigo o estereótipo de ser a capital do Acre "o estado que não existe", Brasília leva consigo aquela impressão de cidade séria, política, meio cinza e cheia de prédios do Oscar Niemeyer, o qual, não por coincidência, é diretamente associado a Brasília, por ter sido um dos Arquitetos incubidos do projeto da cidade (o conhecido avião e suas asas que delimitam e formam o corpo urbano da cidade).  

Mesmo tendo viajado tantas vezes (conexão em conexão, porque o Acre é distante do Sul, para onde sempre vou e por isso é sempre preciso parar por Brasília), eu sempre tive muita curiosidade de conhecer Brasília para além do aeroporto, para além do estereótipo, para além da sua situação geográfica. Recentemente recebi um e-mail que falava sobre um tal "lado chique, divertido e badalado" que, lembro-me agora, já ouvi falar por alto, mas nunca tive a oportunidade de conhecer de fato. 

Pesquisando pela internet, descobri que a cidade esconde um lado divertido, que explora o turismo muito além da política. E o mais interessante (e que eu não imaginava), é que Brasília tem cachoeiras e cavernas (mais de 80)!! Enfim. O post de hoje não é apenas uma curiosidade ou um desabafo, mas uma intenção, pois talvez o ZebraTrash dê um pulinho por lá no final de semana do dia 06 de junho, trazendo em breve muita informação sobre o turismo e o lado que assim como eu, vocês desconhecem de Brasília! Acompanhe pelo meu Instagram! #BSBMeuDestino

18 de fev. de 2014

Color me happy!

Há uns dias recebi presentes de uma loja brasileiríssima, cheia de cores, estampas e espírito jovem. A marca que leva o lema "Feliz por natureza" me encantou com o carinho e a delicadeza das peças (além da atenção com que me trataram -quem me segue no instagram viu!). Pra vocês terem uma ideia de como eu gostei da peça, eu já usei a minha camiseta da Dona Florinda umas três vezes em looks variados desde que recebi e sei que ainda vou gastá-la demais por aí. haha

A mochila também é Dona Florinda, e além de linda, é mega funcional pra quem vai passar o dia fora de casa, levar pra academia ou mesmo pra ir pra escola ou faculdade. Para compor, usei meus óculos espelhados com armação fosca, modelo Mercury Seven da WESTWARD \\ LEANING, jeans detonado e salto alto pra fugir um pouco do despojado. Desviei do preto e me joguei no basicão de cabeça, adorando a vibe color. Espero que gostem e tenham uma semana cheia de energias positivas! Be happy!! ;* 

Dona Florinda

10 de abr. de 2012

Zebra Trash e Harper's Bazaar

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A catarinense Ana Claudia Michels foi eleita para estampar a capa e editorial da edição de abril da revista Harper’s Bazaar Brasil. Ela foi fotografada por Gui Paganini, no melhor estilo dos anos 60. O editorial de oito páginas leva o nome de Moda Mod, em referência ao movimento da década, e traz casacos em silhueta A, com styling da diretora de moda Flavia Lafer e beleza Daniel Hernandez.

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Além da capa maravilhosa, outra coisa linda na revista é o editorial de street style com a top Thairine Garcia, clicado por Paulo Vainer, com styling de Pedro Sales e beleza Daniel Hernandez. A new face apresenta a moda inspirada na estética de blogs como Jack and Jill, que mostra a moda de rua em fotos cortadas, com luz e movimentos naturais. Já a modelo Alicia Kuczman foi fotografada por André Shiliró para editorial Esporte Couture. Com styling de Pedro Sales e beleza Daniel Hernandez, Alicia apresenta influência do esporte na moda e ensina como usar esse estilo de maneira atual.

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A 6ª edição da Harper’s Bazaar versão tupiniquim assinada pela Carta editorial estréia este mês uma parceria com o Zebra Trash e passa a ter um espacinho aqui no blog juntamente com a RG Mag, por isso vamos compartilhar mensalmente e em primeira mão um pouco do que vai estampar as páginas de cada publicação (legal, né?).

Vocês também podem acompanhar o blog da revista aqui, ou o site Harper’s Bazaar onde vocês fazem a assinatura online. Beijos trashions inspiradíssimos no editorial super platinado e retrô! ;*

Clara Campelo.

30 de jan. de 2012

Programa Geração Gazeta



Acabaram de acontecer as semanas de moda que ditaram as tendências brasileiras Outono/Inverno 2012. O Fashion Rio e São Paulo Fashion Week aconteceram entre os dias 10 e 24 de janeiro e mais uma vez eu preferi acompanhar tudo da forma mais cômoda: no aconchego do meu lar. Aqui de longe mesmo, eu vibrei com os "esqueletos" da Amapô, os ricos tecidos de temática renascentista da Fernanda Yamamoto, com a cartela evoluída do Herchcovitch, os looks cosmopolitas da Cavalera, dentre outras como o desfile de Walter Rodrigues, no Fashion Rio, que teve inspiração no livro de retratos “People of the 20th Century”, todo em preto e branco, do fotógrafo alemão August Sander. A alfaiataria esteve presente do começo ao fim e eu adorei a postura da mulher de Walter Rodrigues, que é forte e rouba peças do guarda-roupa masculino. Outra coisa que amei do Walter, foi a mistura de estampas dos ultimos looks, que impressionou pela facilidade da solução.

Sofia Brunetta, Clara Campelo e Camila Brozzo para o Geração Gazeta

Essas informações quentíssimas e opniões cheias de fervor sobre as coleções desfiladas nas semanas de moda brasileiras que nos moveram a gravar um bate papo para o Geração Gazeta, que vai ao ar hoje.

Sofia Brunetta, que compartilha do imenso gosto pela Moda, lançou o convite e nós (Eu|Clara Campelo, Camila Brozzo e Yara Vital), blogueiras de moda acreanas, aceitamos sem pestanejar. Uma pena que Yara não pôde comparecer, mas foi um momento ótimo para tecer nossos comentários about runway.


Para a matéria, montei um look preto e o branco revisitando a estação anterior e ao mesmo tempo apropriando-se da alfaiataria prometidada na coleção de Walter Rodrigues. A Camila apostou no 'pijamismo' e montamos mais um a là Chanel + Rock Glam que ficou completamente real, jovem e contemporâneo.
Enfim, o programa vai ao ar hoje e espero que vocês curtam!

Beijos,
Clara Campelo.

Foto: Richarles Rodrigues



16 de nov. de 2011

Feriado em Porto Velho

15 de Novembro, feriado nacional e eu aproveitei pra dar um pulinho em PVH pra visitar minha prima-irmã-melhoramiga Mayara. Passei três dias e acabei de chegar com um montão de fotos e saudades da companhia querida do casal legal (May e Filipe). Tentamos aproveitar ao máximo o que a cidade tinha a nos oferecer. Fizemos um passeio de barco pelo Rio Madeira [super belo], fomos a uma festa cigana (com dieito a rituais e leitura de cartas) e passamos um dia de bobeira no shopping. A noite em Porto Velho é bem mais agitada e diversa em opções do que em Rio Branco e isso realmente é uma das vantagens da cidade, no mais, já estava com saudade do visual urbano daqui uahsuhas!

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27 de out. de 2011

Open your mind!


Be mind Full

Quantas tonalidades existem realmente no arco-íris? Quantas variedades de plantas, quantos planetas, quantas raças, tipos, culturas? Até onde somos diferentes uns dos outros e quanto somos entre os animais e plantas? Como conseguiríamos fazer uso das tecnologias atuais se todos os nossos dedos fossem do mesmo tamanho? E se fossemos todos idênticos? Como conseguimos viver em paz se sempre procuramos nos destacar dentre as massas e ainda assim fazemos acusações e pré-julgamentos contra as outras pessoas quando elas buscam essa diferenciação?

Bem, foi pensando nas diferenças que resolvi escrever hoje, após pouco tempo ter ministrado uma aula de redação no terceiro ano do ensino médio sobre dois temas: homofobia e redes sociais. Temas estes, que por mais atuais que pareçam, são ainda pouco abordados de forma reflexiva e que infelizmente tem fomentado discussões múltiplas de mais e mais preconceito.

Os seres humanos são viciados em auto-afirmação. Desde os períodos pré-históricos já era assim: o homem precisava caçar e assim como os outros animais, precisava defender seu território, apesar de ser o mais fraco em potencia física em relação as outras espécies. Entretanto, os bípedes daquela época, hoje nomeados homens, evoluíram de acordo com sua capacidade mental e assim dominaram a natureza, escravizando-a. Livre das necessidades primitivas de sobrevivência, o homo sapiens continua em uma vantagem intelectual que o eleva ao nível máximo de prepotência, em busca de uma aceitação que hoje não é coletiva, mas sim individual; e explorando aquilo que ele pouco compreende da forma mais caótica, aquilo de onde ele surgiu.

Explico: durante toda a historia da humanidade, a luta de egos, a ostentação de poder, a inflação de sentidos, as buscas por sonhos utópicos e a negação ao indeciso/ao que fugia da compreensão humana foram os impulsores mais perversos e fatídicos.

Na verdade, parece-me que a contradição humana é mais recorrente do que o seu tão ensejado racionalismo. Se observarmos as histórias de todas as culturas ou mesmo o mundo num todo diacronicamente, podemos perceber o quanto o passado foi construído de falácias e aviltramentos, de filosofias construídas de olhos fechados, de políticas centradas a visão do próprio umbigo de quem as prescrevia e ditava.

Não obstante, o subconsciente humano ainda carrega uma parcela muito grande de uma história que não foi construída hoje, mas que reflete na atualidade através do cumprimento da cultura, dos valores sociais e morais.
O Brasil, em especial, um país novo e imaturo quando comparado aos países europeus, vive em um momento que eu mesma não consigo compreender, sobre identidades e formação cultural –isso sem falar de educação e política, mas dos valores presos a psique dos seres que são todos dotados de culturas múltiplas.

Mesmo na segunda década do terceiro milênio, o próprio argumento das brasilidades (das culturas hibridas) e o conceito de modernidade são promotores de uma grande problemática que muitas vezes passa despercebida. Há uma crise não estancada no que diz respeito as identidades: há a memória fraturada de um povo descendente dos próprios colonizadores de um país que foi escrito por outrem e tem no próprio inconsciente coletivo o pensamento de povo colonizado, dependente, que busca referencias externas (na maior parte das vezes no próprio colonizador) para só então se afirmar.

A própria falácia do “descobrimento do Brasil” mantém ainda hoje o espírito objetal do país que, foi anulado ao 22 de abril de 1500, e surgido ao mesmo dia, renomeado e reconstruído para uma historia de massacres seculares –principalmente de um povo nativo que indubitavelmente seria seu maior tesouro local.

A partir disso, o significado pré-requisito da cultura, perde seu sentido, quando esquecemos que somos reproduções, e que por nada que nos saliente os sentidos, paramos para fazer uso do pensamento reflexivo, se antes, não observamos o passado daquilo que nos forma, que nos complementa as identidades. Assim, a complexidade do descobrimento desses sujeitos –eu, tu, nós, brasileiros- se pauta na própria crise identitária –sobre a qual eu rememoro o poema de Mário de Sá Carneiro: “eu não sou eu, nem sou o outro, sou o intermédio.”

Desse modo, eu não consigo falar de Brasil e modernidade na mesma frase, ou de Igualdade e diferenças, sem recordar que mesmo com um passado rico de ensinamentos que poderiam construir na população uma postura mais ereta de respeito e afetividade, somos esse povo por partes aculturado, que leva estereótipos aonde for, de moradores do paraíso tropical, estampando o intermédio, (o tédio disso), sem sequer tomarmos consciência das diferenças existentes entre as mais infindáveis diversidades existentes dentro de nós.

E onde entra a globalização? A rapidez de informações, as facilidades locomotivas, as tecnologias massificadas, as teorias pós-coloniais?

Sequer eu pretendia falar um tanto assim, aprofundando-me na história que não é novidade para ninguém, mas que não se desprende do que somos. Porém, as vezes um grito ao vento como esse pode valer a pena a minha consciência de saber que bradei de alguma forma a minha inconformidade com os julgamentos mal fundamentados alheios.

O meu papel, certamente, como blogueira, professora, e mesmo como arquiteta, é de opinar e interagir com o outro, expondo pontos de vista que, ao meu ver, deviam ser senão apreendidos, refletidos. E quanto a diversidade, é sobre ela que trata o termo Trashion ao qual me refiro diariamente neste espaço. Não que a moda não haja, mas ela mesma se apropria daquilo que antes nega e recrimina. Por isso muitas vezes, parece contradizer-se –e o faz!

É preciso notar que para cada dedo diferente que temos, há um indivíduo ao nosso lado que deveria, socialmente falando, predispor de uma liberdade de SER, independente de qualquer coloração e formatação visual expoente. O problema é que todos somos essa negação ao não compreensível, ao que não se vê razão, ao que parece agir como o vento; translúcido...


Clara, em 27/10/11.


1 de ago. de 2011

Estação Cabo Branco: Ciência, Cultura e Artes - João Pessoa

No ultimo dia em que estive em João Pessoa, fui com minha irmã conhecer o complexo arquitetônico Estação Ciência, Cultura e Artes, localizado no entorno do Ponto Extremo Oriental das Américas, no Altiplano Cabo Branco. Com de 8.571 metros quadrados de área construída, teve o projeto assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, considerado um dos nomes mais influentes na Arquitetura Moderna internacional.

Uma torre configura-se como a principal das cinco edificações que compõem o todo. Constituída de dois pavimentos suspensos apoiados em base única, ela concentra uma estação científica, hall de exposições permanentes e temporárias, um restaurante, café e terraço panorâmico com visão de 360 graus para toda a natureza que a cerca.

Estação Ciência - João Pessoa
Estação Ciência - João Pessoacubos

Sem desperdiçar o cenário natural, as formas de concreto tão características de Niemeyer se integraram a estrutura funcional que dialoga com o entorno e a iluminação e ventilação natural.Projetado para apoiar e difundir atividades científicas, artísticas e culturais da capital paraibana, a Estação Ciência, Cultura e Artes possui esculturas femininas de bronze de Abelardo da Hora e obras premiadas pela Fundação Cultural de João Pessoa, como ‘Sinergia’, presente na foto que segue abaixo:

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Um painel criado especialmente para compor a Estação Ciência, Cultura e Artes, fica exposto permanentemente no hall de entrada do auditório que conta a história da colonização da Paraíba. Alegoricamente, extraindo o fantástico do real, em uma espécie de aventura encantada, mostrando com uma dose significativa de sensibilidade que o artista plástico paraibano Flávio Tavares conseguiu transplantar da pintura para o espectador, valores como auto-estima e identidade cultural.

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Ciganos, sarracenos, negros, mouros, portugueses, espanhóis, índios, franceses, holandeses se propagam por todo painel. Alguns grupos estão em tamanhos diferentes e em situações fantasiosas. Na parte superior central do quadro, reinando sobre todas as demais imagens, o artista compôs uma figura feminina, vestida de sol, que representa a criação.Todo feito em óleo sobre tela, a imagem criada por Flávio Tavares e intitulada 'O Reinado do Sol', possui 9 metros de comprimento por 3 metros de altura.

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Pode-se perceber que as diversas facetas da formação da atualidade estão costuradas, como uma colcha de retalhos, alinhavando períodos, etnias, ideologias, crenças religiosas, folclores e tantos outros aspectos que constituem a identidade não só do povo local, mas de todo o Brasil, que igualmente foi formado por um imensurável número de culturas. A sensação de quem se vê pela primeira vez diante de 'O Reinado do Sol' deve ser a de se olhar no espelho e reconhecer a própria face, a própria identidade. Isso porque não só a Paraíba, mas todo o Brasil foi formado por diversas cores e raças, o que nos faz/faria seres mestiços, híbridos e sem preconceitos.

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Enfim, esse foi realmente um dos meus passeios mais divertidos e impressionantes dessa viagem. Pelas horas de contemplação que dediquei a essa explêndida estrutura, pelo prazer de analisar uma obra de Oscar Niemeyer, por ver a importância do edifício para a preservação de valores e do caráter identitário de um povo, e por tantas outras idéias que me surgem a mente quando o assunto é valorização das multiplas formas de expressão e educação, chego a pensar utopicamente em uma estação que promova a arte, a cultura e a tecnologia também aqui na minha cidade. Quem sabe um dia!?...

4 de jul. de 2011

Winter look


Aproveitando o ventinho que resolveu chegar aqui no Acre (e já me fez espirrar muito), resolvi postar umas dicas básicas de como montar um look não muito quente, exatamente como as garotas acreanas precisam, tendo em vista que os dias de frio aqui são fraquinhos e permitem peças não muito pesadas. Inspirem-se!

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A peça chave: T-Shirt estampada.

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A peça chave: camisa xadrez.

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Peças de tons nude e oliva.

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A peça chave: Jaqueta de franjas.

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A peça chave: aquela jaqueta jeans do ano passado.

E então, Gostaram?
Aproveitem o clima!
;*

[Imagens de carolinesmode.com/]



3 de jul. de 2011

SPFW Verão 2012.

Arte indígena, Natureza Brasileira, Abraço aos trópicos e a Elegância Nativa... Yeah!

Passada a São Paulo Fashion Week -que a propósito eu não fui-, decidi fazer um textinho sobre o que acompanhei e pude notar sobre as principais apostas para o Verão 2012. Alguns aspectos me chamaram mais atenção: inspirações em telas tropicais, na arte tribal indígena, em elementos da natureza e até folhas de árvores viraram acessórios para as modelos na passarela, além do desfecho do evento com um desfile de peças inspiradas na obra de um cantor e compositor brasileiro do século passado.

A Moda no Brasil pode ser um assunto um tanto delicado, mas na região Norte, é mais que isso: é complicadíssimo! Em tempos de mundo globalizado e de desejos instantâneos, é comum esquecer de que a cultura de moda nacional encontra-se ainda em estado embrionário e sem dúvidas, por aqui, estamos um pouquinho mais atrás. Somos mesmo um país extremamente jovem e a Amazônia, o dito “pulmão do mundo” pouco tem sido explorada por nós, nativos, habitantes das terras amazônicas.

Gigantes da modernidade e da moda como a França, Itália e até mesmo a Inglaterra, além de perpetuarem suas culturas, são reverenciados por nós e exploram nossas belezas como ninguém. Quando acontecem as semanas de moda européia, lá se vão os estilistas brasileiros para se inspirarem, trazer as referências e adequar ao nosso clima. Só então serão produzidos e desfilados os modelitos brasileiros. Desta vez, entretanto, os nossos 511 anos de Brasil, despontaram uma maturidade local impressionante: a moda brasileira mostra-se não só como um fértil, mas também poderoso terreno para novos talentos.

No último dia da São Paulo Fashion Week, seis grifes desfilaram suas coleções com as tendências para o verão 2012. Primeiro a apresentar suas peças, depois de uma temporada em Paris, o estilista Pedro Lourenço, de apenas 20 anos, exibiu criações inspiradas nas telas tropicais da artista Lelli Orleans e Bragança (Pintora, especialista em trompe l'oeil. Nascida princesa do Brasil em 1959).

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(Pedro Lourenço: moda e obra de arte de suspirar)

Já Fernanda Yamamoto desfilou looks inspirados nos elementos da natureza e até folhas de árvore viraram acessórios para as modelos na passarela. Destaque também para o estilista Ronaldo Fraga, que fechou o evento com um desfile de peças inspiradas na obra de Noel Rosa (sambista, cantor, compositor, bandolinista, violonista e um dos maiores e mais importantes artistas da música brasileira).

Fernanda Yamamoto no SPFW
(Fernanda Yamamoto: Tecidos levíssimos e recortes sinuosos)

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(Ronaldo Fraga: peças inspiradas na obra de Noel Rosa)

A Arte Tribal dos índios da Amazônia traduziu toda a inspiração de Eduardo Pombal para Tufi Duek, que propôs para o verão, modelagens mais retas e pouco estruturadas, partindo de recortes e volumes originados de pregas-macho que apareceram em vestidos-tubos, saias e blusas-túnica quase sempre confeccionadas em tecidos naturais como algodão e linho. Tornando a coleção bastante urbana, a cartela de cores ficou por conta de neutros como palha, preto e branco permeados de cores vibrantes como o vermelho-urucum, laranja, verde bandeira e amarelo.

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Tufi Duek

O tribal indígena tipicamente brasileiro trouxe para esta coleção tramas de cestas e trabalhos artesanais em vestidos, sais e tops de costas nuas. “Quando eu estava em Paris, na Première Vision, no final de janeiro deste ano, comecei a ver alguns tecidos que me atraíam pela riqueza da textura e a maneira como eram trabalhados. Em São Paulo, na loja da FUNAI, descobri pinturas, cerâmicas e bordados de tribos indígenas e trouxe esses elementos para o universo minimalista da marca”, explicou o estilista em entrevista para o Portal Fashion Week.

Tufi

E para traduzir o que eu penso sobre todas essas expressões de brasilidade dentro da moda, eu devo dizer que mesmo olhando aqui de longe, do estado que realmente lutou pra ser brasileiro e ainda assim é alvo de esquecimento (e chacota, porque não dizê-lo?! quem nunca ouviu a expressão "o Acre não existe"? enfim...), sinto que o debruçar-se -espero que não romantizado- sobre os trópicos pelos próprios brasileiros, o abraçar a arte nativa, tribal, os balangandãs, os senhores do bonfins e afins (...) é uma proposta mais do que divina para o momento que, somado à velocidade da era digita, o mundo -e o próprio país- podem ver que temos arte e história próprios, o que não resume portanto, o nosso produto apenas em carnaval e futebol.

Com isso quero dizer que o próprio país deve alertar para a nacionalidade, o valor da própria terra! E então tá... Eu penso assim. Viva o 'luxo indígena'! Vamos lá!... O Brasil será isso de saudosismo eterno desde que entendamos que somos um povo misto de culturas. É fácil ver o bem sucedido resultado, começando por reler as imagens acima! ;)

[Relevem alguma ausência de lógica pois o lado direito do meu cérebro está muito ativo. uHSUHs ;* Ótimo domingo!]