s. f. "Desassombro".
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12 de abr. de 2013
4 de jun. de 2012
31 de jan. de 2012
Prosa
Férias acabando e os dias passando como se fossem horas. Na verdade, o tempo tem passado rápido desde que entrei na faculdade. Quando cheguei, aqui, Santo Deus! Eu era uma criança! Mostrando qualquer coisa que fosse eu, parte de mim, qualquer que fosse o dia, narrando os momentos pelas metades. Agora eu estou quase me formando em duas faculdades e minhas experiências as vezes parecem me tornar cada vez mais confusa.
É engraçado como a gente acaba tendo que repetir o que as pessoas mais velhas falavam quando estávamos crescendo. “A vida é bela e passa rápido demais”. Mas esqueceram de dizer que as pessoas são todas muito incompletas e que algumas precisam de mais tempo pra deixar de lado certas incompletudes, que afinal não são infantilidades, mas pobrezas de ser como indivíduo. As crianças entendem melhor as coisas. Aprendi isso com o pequeno príncipe e tenho aprendido com a criança com quem convivo. Parece que a maldade nelas é escassa, e quanto mais tem contato com os adultos, mais elas aprendem esses sentimentos nocivos a alma.
Acho que as vezes posso não fazer muito sentido. Vocês chegam aqui e querem saber sobre moda ou seja-lá-o-que-for. Mas acontece que eu fiz esse espaço para dizer essas coisas mesmo, um monte de viagens que me ocorrem e de repente eu preciso gritar. Para dizer quase nada e ao mesmo tempo o mais possível, é que se criam diários. Há tempos compartilho meus sentimentos com vocês e quanto sou grata, nem imaginam, quando lêem...
“Quem, dentre vós, já não sentiu a adorável sensação da repentina falta de temor de um bicho esquivo?”
Pois bem, é isso a que me proponho leitores amigos. Algo que não seja como o legume enlatado que todos têm por acomodo em seus armários. De alguma forma dizer para que aproveitem a juventude (e lembrem-se que a velhice só chega após quinze anos contados a partir da idade que tiverem) para fugir dos próprios medos e vencer o monstro da insegurança de ser, de falar, de vestir. O tempo passa voando, as oportunidades se acabam e roupas são apenas carcaças, máscaras que se usam no dia-a-dia para camuflar certos defeitos de fábrica ou salientar futilidades.
Claro que esses posts como o de hoje são como protestos, tem algo de contracultura sem fazer menção. Mas não é nada de mais. É apenas um complemento para fotos que podiam dizer sozinhas.
É engraçado como a gente acaba tendo que repetir o que as pessoas mais velhas falavam quando estávamos crescendo. “A vida é bela e passa rápido demais”. Mas esqueceram de dizer que as pessoas são todas muito incompletas e que algumas precisam de mais tempo pra deixar de lado certas incompletudes, que afinal não são infantilidades, mas pobrezas de ser como indivíduo. As crianças entendem melhor as coisas. Aprendi isso com o pequeno príncipe e tenho aprendido com a criança com quem convivo. Parece que a maldade nelas é escassa, e quanto mais tem contato com os adultos, mais elas aprendem esses sentimentos nocivos a alma.
Acho que as vezes posso não fazer muito sentido. Vocês chegam aqui e querem saber sobre moda ou seja-lá-o-que-for. Mas acontece que eu fiz esse espaço para dizer essas coisas mesmo, um monte de viagens que me ocorrem e de repente eu preciso gritar. Para dizer quase nada e ao mesmo tempo o mais possível, é que se criam diários. Há tempos compartilho meus sentimentos com vocês e quanto sou grata, nem imaginam, quando lêem...
“Quem, dentre vós, já não sentiu a adorável sensação da repentina falta de temor de um bicho esquivo?”
Pois bem, é isso a que me proponho leitores amigos. Algo que não seja como o legume enlatado que todos têm por acomodo em seus armários. De alguma forma dizer para que aproveitem a juventude (e lembrem-se que a velhice só chega após quinze anos contados a partir da idade que tiverem) para fugir dos próprios medos e vencer o monstro da insegurança de ser, de falar, de vestir. O tempo passa voando, as oportunidades se acabam e roupas são apenas carcaças, máscaras que se usam no dia-a-dia para camuflar certos defeitos de fábrica ou salientar futilidades.
Claro que esses posts como o de hoje são como protestos, tem algo de contracultura sem fazer menção. Mas não é nada de mais. É apenas um complemento para fotos que podiam dizer sozinhas.
Que as minhas palavras sirvam e que o dia seja ótimo para todos nós! :*
Fotos. Renardy Azevedo
Roupa. Vintage. Vintage. Vintage.
14 de dez. de 2011
23 de nov. de 2011
Foto + Vídeo: Cinemagraphs
Para quem ainda não conhece, apresento-lhes o trabalho ultra inovador da fotógrafa Jamie Beck e do designer gráfico Kevin Burg. Eles encontraram uma maneira de deixar GIFs animados mais próximos da arte, com seus “cinemagraphs”. Elegantes, as animações são mais do que uma foto e menos do que um vídeo.
Veja o tumblr com todos os cinegraphs aqui.
20 de nov. de 2011
Van Gogh e a Bela Adormecida
As irmãs Mulleavy da Rodarte desenvolveram a coleção Primavera/Verão 2012 totalmente inspirada na cartela de cores presente nas obras de Van Gogh e no conto de fadas da Bela Adormecida. Numa combinação um tanto inusitada, elas combinaram os sonhos noturnos aos delírios artísticos de um e de outro personagem. Eu, que amo a marca e também o pintor, adorei a interação entre ambos!
16 de jun. de 2011
Arte Clássica e Sapatos Loubortin 2011...
Não pela primeira vez, mas eu diria que em sua maior contribuição, o famoso fotógrafo Peter Lippmann em parceria com Christian Louboutin, criou sua coleção Inverno 2011, uma campanha inspirada em obras de arte clássicas e renascentistas. Desta vez, mais do que nunca, usou de sua criatividade e intuição para compor cenários super femininos inspirados em peças de arte icônicas. Achei interessante ver que os sapatos e acessórios de Loubortin coadunam com o caráter da pintura e com as mulheres retratadas, fazendo propositalmente com que a ‘propaganda’ seja suave, e as peças não sejam o centro das atenções, mas o detalhe que diferencia aquilo de uma foto de releitura de arte.
Jean-Marc Nattier - Marquise D'Antin
Marie-Guilleme Benoit - Retrato de uma Negra
Francois Clouet - Elizabeth of Austria
Além da intenção bem sucedida de Peter de captar a iluminação de interior presente nos quadros, há também o aspecto surreal de ver um sapato Louboutin em um contexto do século XVI, como no retrato renascentista de Elisabeth of Austria (acima), rainha da França, pintado por Francois Clouet ou no colo de mãe de Whistler (abaixo), onde é muito interessante ver que as tradições mais simbólicas ou itens alegóricos, como uma cruz, um terço de orações ou uma caveira, foram substituídos pelos famosos e únicos sapatos de solados vermelhos – eis que atualmente as legiões de mulheres não adoram mais os santos ou ícones religiosos, mas poem no altar os acessórios, as peças de roupas, os aparelhos tecnológicos...
James McNeill Whistler - Whistler's Mother
The Penitent Magdalene (1638-43) by Georges de la Tour.
Francisco De Zurbaran - Saint Dorothy
A reencenação de obras de arte famosas em um contexto editorial de moda não é nada de novo, claro, mas há uma certa exuberância distinta que Lippmann traz para os retratos que é baseanda em seu imenso talento para a temática de fotografia por ele intitulado de "a vida continua", ou seja, é realmente uma releitura com integração de itens contemporâneos e super modernos em contextos passados.
(...Nem preciso dizer que adorei! :P)
17 de set. de 2010
Mix Prints
Reflection about the female body.
Interessante notar que, não muito longe, surgiu a moda e suas peculiaridades. No séculos XIX, ela nasceu após a revolução tecnológica, já com a característica principal de efemeridade, e em meio a esse senário de fácil disseminação, o vestuário se revelava por um incrível sinalizador de classe social e diferenciador de sexo.
A mulher do século XIX era sempre dona de um traje rebuscado e sem mobilidade. E a partir dos próprios medos do gênero feminino é que surge tal indumentária e não só as críticas ao corpo mais frágil e a dominação deste.
Na verdade, a estranha relação que possui o meu post de hoje é presente talvez na interdisciplinaridade que sustenta a idéia de moda em ascenção desde a criação de seu conceito.
Eu sempre penso nas diversas formas de figuras femininas que foram geradas através dos tempos, e como são elas influenciadas ou influenciadoras nos paradigmas das sociedades. Estranho é ver o olhar curioso dos citadinos quando vêem alguém que foge aos padrões atuais da simplicidade que se gerou.
Outrora é para mim absurdo a classificação ou rotulação que eles aplicam aquilo que desconhecem. A idéia a que seguia Backtin (de não esteriotipar as coisas) é como uma concretização do meu pensamento. Devo, então, pensar sobre as tipologias formais, especificaões espaço temporais e tipologias funcionais, como na língua portuguesa?
Na verdade, talvez sim!! Pois o que deveras tem sido agravante a interpretação do corpo e vestimenta na sociedade onde eu vivo é meramente cultural.
Então, andar com um shorts curto por aqui é deixar de ser uma pessoa boa e passar-me por vulgar?
Deixando de lado a interpretação de menina boa que todos tem já sobre a minha pessoa, devo salientar, que esta não quer dizer nada tanto quanto o tamanho daquilo que cobre *ou deveria cobrir* as minhas pernas.
Estamos em um século em que a liberdade vestual é mais do que a possibilidade de seguir tendências, mas a de deixar fluir a imaginação. Então só o que nao vale é a nudez, o resto é personalidade se expressando através do corpo que só serve para o deleite dessas coisas mesmo...
About:
Mom's Jacket;
Arezzo Shoes;
Vintage Shorts;
Bolivian Hat;
Chilli Beans Glasses;
Avon Orange Lipstick;
Boysh Belt.
Translate Here!!
14 de set. de 2010
Androgyny...
No íntimo da formação de sua unidade lexical, a palavra Andrógino, referia-se a pessoas que não aludissem aos papéis de género habitual. A palavra servira como um significante ao termo bicónico dos seres transexuais. Ao longo do tempo, o termo foi mudado para descrever alguém que possuísse atributos tanto masculinos quanto femininos, invariavelmente. Então, com essa interpretação de corpo mais contemporânea, podemos perceber a androginia como a formação do ideal coetâneo: Aqueles esqueletos que lutam por ter os mais pontiagudos ombros, difíceis de se determinar se são meninas sem curvas ou um rapazes muito magros, são a nova moda do momento e torna-se talvez redundante afirmar com tantas explanações acerca disto por ai.
O termo andrógino, também conhecido como unisex foi discutido em uma coluna do NYT por Harold Koda, diretor de MoMAs Costume Institute, onde ele fala o quão "pueril" e juvenil se deve ser para adotar a "bissexualidade" que se parece afirmar. Na verdade, acho que assexualidade nesse caso é a melhor definição, mas a questão é se precisamos de mais uma palavra para classificar o novo "tipo" humano que se formou, tornando-se já sinônimo de joventude legal. O que é bonito no momento, é senão falar de arte como um leigo metido a culto, experientar coisas aliscinógenas junto a anorexígenos.
Aplicando melhor a idéia incial do termo, hoje seria tal como se referir-nos a uma garota que não veste mais as curvas antes biologicamente colocadas, ou aos homens que já andam pelas ruas de Paris vestidos como mulheres. Hoje as garotas mais "antenadas" na moda descobrem dia após dia, que ter seios e quadris grandes é sinônimo de estar "Out" do mundo fashion. E o que foi um dia atraente tornou-se à estética ditada em editoriais e passarelas, um abuso aos olhos e ousadia que serve de pretesto a discriminação.
Bem lembro que quando era adolescente, a minha maior vontade era ser como as mulheres das pinturas clássicas; brancas, fofas e delicadas, como se mais singelas fossem as curvas corporais por mais que robustas. Então, logo descobri no meio em que me encontro, uma aversão aos padrões que funcionaram só na minha cabeça além da era medieval e renascentista.
Lógico que qualquer mulher quer ser considerada bonita, e eu não fujo a nada nessa busca por uma morada da alma no mínimo agradável aos olhos. Mas exatamente por estar vendo a obceção por corpos aparentemente pré-púberes e dolentes, decidi falar um pouco da estranha concepção que adotei sobre as modelos.
Voltando ao lado pessoal, acho que um dia desses posto uma foto de um bom exemplo que exalto sempre que posso, quando relaciono beleza a personalidade e caráter, e não a pouca consistência corpórea. Minha irmã Ana Kássia é como a Deusa Ácate, que exala beleza pelos olhos e sorriso. E sua pele alva, tanto quanto a tez rosada, são aditivos a explêndida aura cor-de-rosa que a acompanha. Não menos bela que as belas das revistas, e muito inverso a isso, possui sei lá, seus quilos a mais e ainda segue como uma pintura clássica, cheia de delicadeza e sex-appeal.
E então, com uma prova de que a beleza constitui-se de algo mais interno e nunca da falta extrema de saúde, decidi hoje reavaliar alguns pensamentos sobre o valor de uma dieta ou da consciencia existencial.
Longe então de conseguir escrever algo deveras substancial, após entremear diversos contextos, decidi exemplificar aquilo que no início identifiquei como o modelo (andrógino) do momento (pessoas "difíceis de se determinar se são meninas sem curvas ou um rapazes muito magros") com imagens que lhes mostram a vivacidade do tema: as fotos acima são do modelo australiano Andrej Pejic. E não preciso dizer mais, sure?
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