"Procure compreender o que dizem os artistas nas suas obras-primas, os mestres sérios. Aí está Deus." -Foi lembrando desta frase de Van Gogh que decidi fazer o post desta hora.
Eu sou adoradora das artes plásticas, e sempre gosto de buscar o porquê das obras. A essência, a intenção as vezes vale mais do que a própria peça. A expressão vale, destarte, porque é expressão; mas nunca se valerá unicamente, senão com reflexão. Seja pela beleza ou pelo incômodo que nos causa.
A cor amarela era a preferida do pintor holandês Van Gogh. Não como Picasso que teve "períodos" para cada cor, particularmente em seus últimos anos de vida, Van Gogh tomou o amarelo quase como uma obsessão… Essa cor predominava em todas as suas pinturas e inclusive em sua casa, que era toda amarela! Mundialmente conhecida como a “Casa Amarela”, situava-se na Praça Lamartine.
Sem querer falar muito mais sobre o fim de sua história, digo apenas que não me interessavam os quadros desse artista, que apesar de pós-impressionista, não conseguia me tocar como muitos autores do próprio impressionismo fizeram. Mas alguns fatos de sua vida são muito interessantes, e talvez por me encontrar na mesma angustia em algum momento, compreendendo o seu apelo tétrico para as telas, eu reavaliei minha posição, e me pus a repensar sobre a beleza das manchas que costumo dizer que beiram mais expressionismo, pois para mim, transpassam um sentimento de lassidão...
Como efeito de fundo, apliquei nessa foto uma colagem padronizada do quadro Girassóis de Van Gogh (1889).

Na minha blusa -acho que não dá para ver muito bem- há flores. Algumas parecem girassóis ou não -mas eu prefiro pensar que sim e manter a intertextualidade. uHSUHs

O Sol também foi uma inspiração. Visto que é luz e sempre lídimo da representação na cor amarela, não podia deixar de ter sentido o que a própria fonte natural de luz trouxe também aos artistas impressionistas: uma fonte de pesquisa.
Quase um século passado sobre o impressionismo, o pintor surrealista Salvador Dali,
também trabalhou em algumas de suas obras as cores quentes que embasam esse post.
Estas obras alaranjadas são, inclusive, as minhas prediletas. Tirei as fotos de um livro. Estão abaixo:

Metamorfose de Narciso - 1937

Eu olho para o céu e vejo os elementos que o formam. O infinito é sempre o que procuro. Busco nos elementos essa força sobre-humana de recomeçar sempre brilhante, sorrindo, cheio da música uníssona. Para mim, é harmonia o que transmite a imensidão do cosmo!

Para entender sobre o movimento = O Surrealismo foi um movimento artístico que alcançou as artes plásticas e a literatura, a partir dos anos 20 em Paris. Veio suceder o movimento Dadaísta, e ainda buscando um não sentido em sua expressão, conseguia expandir os sentidos através de coisas inimagináveis. Salvador Dali foi mestre na concepção de pinturas assim, com imagens bizarras, oníricas e com excelente qualidade de plástica.

A Persistência da Memória - 1931

(ok; tentei ser Dadaísta na composição com as luminárias uhuahsuh)
Salvador Dali, "Rosto da Guerra", óleo sobre tela, 1940-41

Quis fotografar a luz natural que se apresenta ao meu quarto durante as tardes.
Amarelo e bonito... Onde estará o rapaz por entre meus chapeus e livros? =)

Surda, porém, eu não falava. Olhava o Sol sem dizer do amor.
Não dizia das músicas que agora me chegavam provindas dos céus,
através do espírito, pelo vento...

(a minha arte consiste em falar daquilo que me faz viver, do que leio, do que registro,
sempre com a intenção de misturar tudo numa coisa só, para ver se cabe em mim quando eu engolir...)


Ahh! Quase esqueci de dizer:Porque aquilo que escrevo, só faz sentido a quem sente...
Ache belo tudo o que puder, a maioria das pessoas não acha belo o suficiente.