Muitas vezes as "pintas" das onças me lembram pinceladas breves dos impressionistas: perceptivelmente ágeis, porém magníficas. Eu gosto muito da sensação que as obras desse período me causam. As vezes parecem estar "borradas", outrora me fazem refletir se realmente vemos as coisas com a precisa nitidez, por estarmos sempre ávidos por mais e mais informações.
Sem dúvidas esse movimento artístico é o que mais me transmite inspiração poética. Saindo dos ateliês a procura de luz, novas técnicas e uma nova perspectiva sobre arte, esses caras conseguiram inovar sem se desprender da estética agradável aos olhos.
Pierre Auguste Renoir é o meu favorito (se é que se pode escolher um só) dentre os genios dessa arte. Eis uma frase dele que me enleva:
"Os temas mais simples são eternos... A mulher nua, quer emergindo das ondas do mar, quer do seu próprio leito, é Venus ou Nini; e nossa imaginação não pode conceber algo melhor." (Do livro: Impressionism - A celebration of Light, por Isabel Kuhl)
Não seria irrelevante se vocês considerassem estranha a minha comparação entre coisas de tão distinta procedência. Mas, posso dizer que, sim, "estampa" dos leopardos me faz lembrar o impressionismo, porque eu vejo a natureza e a arte assim, aliadas, sequazes... Como se uma se inspirasse na outra ao mesmo tempo que são uma coisa só...

Pierre Auguste Renoir, Luncheon of the Boating Party, 1880-81.