Mostrando postagens com marcador Calavera. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Calavera. Mostrar todas as postagens

12 de nov. de 2013

Strange Kind Of Woman

Hey guys! I'm back... O Halloween passou, o editorial produzido por mim e pela Camilla Brozzo deu o que falar até no G1, mas ainda está pra acontecer a 3º edição da Calavera Party! Inspirada pelo clima maluco do Zumbie Walk, o post de hoje é uma dica de look para o dia 16 de novembro, no Studio Rock Bar!! Para quem não conhece a festa, eu tenho algumas fotos de edições passadas aqui (clica!). Well... Abaixo vocês podem encontrar os links das peças que usei para compor este look. Espero que gostem e mil beijossss! ;*

Ana Clara Campelo

25 de out. de 2013

ZebraTrash & FashionistaC presents: A Halloween Inspiration!

O Halloween está chegando e como vocês sabem, eu adoro bruxas, estilos sombrios, filmes de terror e essa pegada macabra que têm as edificações abandonadas. O 31 de outubro pra mim nunca passa em branco pois eu costumo sair com meus amigos para curtir a noite e eu adoro me jogar nas festas a fantasia que rolam pela cena alternativa em Rio Branco. Neste ano, prevendo mais uma Calavera Party, eu e a Camilla Brozzo, do blog FashionistaC, idealizamos um editorial inspirado na data comemorativa que antecede o feriado religioso “Dia de Todos os Santos”.

Usando vestido de franjas (meu atual desejo da loja Container) e casquete by Antonia Pinheiro Design,  eu abusei do retrô, fazendo a viúva a la anos 20. Já no segundo look, usei camisa neon e shorts roxo combinados aos meus 20cm de Gun Heels, em um look night. A Camilla, com bandage, cílios azuis e acessórios neon, arrasou nas unhas de fibra pontudas, bem Mortícia Addams, super fatal! As tendências góticas estiveram dominando neste ensaio, com muitos crucifixos, pedraria e caveiras. Espero que gostem e possam se inspirar. Happy Happy Halloween! ;)

Trick or treat?Trick or treat?

14 de jan. de 2013

Skull Dress

Segunda feira é o dia oficial da dieta, dia de renascer, recomeçar, fazer melhor, esforçar-se... e dia de postar as fotos que fiz com meu vestido de caveira! haha. -Vocês devem ter pensado agora "E o que tem a ver uma coisa com a outra?", Explico!- A caveira é um dos símbolos mais "estampados" na moda atualmente, e sem que a gente se dê conta, levamos-nas em bolsas, camisas, shorts ou em bijuterias sem lhes dar muito significado além do clássico saturado "símbolo da morte e do medo".

Eu já tinha falado sobre elas aqui (clica) algumas vezes, mas não é mal recordar: Idolatrada como um grande símbolo de renascimento para algumas culturas e rebuscando uma ideia antiga sobre a vaidade e os valores materiais, a caveira foi representada na arte pictórica do século XVII e continua em cena nos tempos atuais montando normalmente, looks cheios de glamour e atitude rock'n roll. Este vestido (aparentemente um pretinho básico, mas de costas um estilizadíssimo e pouco usual skull dress), foi um presente da loja Artshit e há muito eu queria usá-lo. Aproveitei o dia para dar um contexto mais essencial ao post. Espero que tenham gostado e uma ótima semana a todos! ;*

skull studded dress

30 de out. de 2011

Calavera Party!!

Olááá, Trashions! Bem, eu estive divulgando pelo blog e facebook a festa Calavera Party, que rolou ontem no Casarão. Eis que hoje lhes apresento as fotos que cliquei durante a noite que foi super dahora! hahaha
Como era festa temática, escolhi a representação mais tradicional das festividades do dia dos mortos: La Catrina, um esqueleto de uma dama da alta sociedade que representa a morte de uma forma mais bem humorada -ainda que macabra- fazendo alusão as damas do século XIX, que viviam de bordar e se encantar por vitrines. A palavra catrina é a variante feminina da palavra catrín, que significa dândi em espanhol. E foi inspirada nessa imagem que não só eu, mas várias garotas, nos inspiramos para ir a festa. E por falar em inspiração, algumas fantasias foram super criativas, como a do Edward mãos de tesoura e o Sub-zero, que ficou em segundo lugar no concurso das fantasias.
O primeiro lugar, quem levou (assim, inesperadamente) fomos eu e Renáh. O prêmio: uma Tatoo (pois é, a gente ainda vai decidir como dividir esse prêmio haha)...

Calavera Party -
Calavera Party - manosCalavera Party - amandaCalavera Party - alana

2 de nov. de 2010

☠ Dia de los Muertos!

Image and video hosting by TinyPic
Happy Hallo Hallo

No dia dois de Novembro é comemorado o Dia de Finados. Aqui no Brasil, é costume ir ao cemitério acender velas e rezar para os entes queridos já não presentes. Mas no México, esse dia é celebrado em festa, com direito a doces em forma de caveira, fantasias de caveiras e imagens de caveira sorridentes com grandes sombreiros floridos.
Esse costume sem dúvidas agride um pouco a religiosidade cristã, mas no México a tradição é quase a de um carnaval no cemitério.

Image and video hosting by TinyPic

Esse costume vem de longe, de quando os índios mexicanos criaram uma lenda de que nesse dia os parentes, que já haviam morrido, viriam visitar seus antigos lares.
A primeira impressão para muita gente é que não passa de influência do “Halloween” norte-americano. Mas na verdade é uma tradição mexicana muito anterior à própria existência dos EUA.

Como em toda a América Latina, os colonizadores europeus impuseram a religião cristã aos nativos, e porque aliavam tudo o que não fosse Cristo a cultos ao demoníacos, tentaram impor sua cultura, mas os dominados mexicanos conseguiram resistir e manter suas crenças religiosas.

Halloween

A visão da morte que os nativos do México (Astecas, Olmecas, Toltecas, Maias) tinham não era do fim da vida. Estes caras sempre se entenderam como parte da natureza e, como ela, também as pessoas passariam por ciclos que se repetem eternamente (nascimento/ crescimento / morte/ renascimento).

“Os antigos diziam que os homens, quando morriam, não desapareciam, mas começavam a viver de novo, como se despertassem de um sonho, transformados em espíritos ou em deuses”, conta o historiador Bernadino de Sahagun, no clássico "História Geral das coisas da Nova Espanha".

Image and video hosting by TinyPic

As caveiras então, não são vistas como algo ligado à morte mas sim ligadas à vida.“Coatlicue”, ou Mãe-Morte, também é conhecida como a deusa da terra é aquela que tudo gera e tudo devora. Ela é representada pela caveira, sempre sorridente. Desta forma, os mexicanos zombam da morte, brincam com a morte e divertem-se com a morte.

Hallloween

O dia dos mortos, portanto, fundiu a data cristão (Finados) com a as práticas indígenas que acreditam que nestes dias os mortos podem visitar o mundo dos vivos para matar a saudade.

Image and video hosting by TinyPic

Então, saudando a passagem para o outro mundo dos meus queridos que já se foram, o post de hoje é para uma reflexão sobre paradigmas culturais. Isso não quer dizer que pretendo mudar suas crenças, mas tocá-los de forma que reflitam sobre a veracidade de outras coisas, tão insignes quanto os seus pensamentos.

E ótimas vibrações aos mortos, para que evoluam ininterruptamente!!
Bom Dia!



28 de out. de 2010

              Around ☠ Skull

986dfl

*Já em clima de Halloween, decidi falar um pouco de um ponto de vista analítico sobre as obras pictóricas, a contemporaneidade e as queridas caveiras!

Engana-se quem pensa que o "caveirismo" surgiu com o Rock. A obsessão dos maiores nomes das artes por caveiras, tem um sentido que rebusca uma idéia antiga sobre a vaidade e os valores materiais.
No fim do século passado, a caveira, antigo emblema das "venites" (uma categoria da natureza morta), invadiu o cotidiano das pessoas, e desde então é estampada em todos os lugares.Esse gênero pictórico singular surgiu no século XVII na austera sociedade dos países baixos, e até hoje é idolatrada como um grande símbolo de renascimento para algumas culturas.

As "vaidades", como são representadas em pinturas contém sempre uma composição que sugere que a existência terrestre é vazia, e a vida humana, precária e fugaz. Na pintura Rien, de Jean-Michel Alberola , 1995, o autor tentou de forma alegórica, demonstrar esse vazio existencial terrestre, escrevendo em neon a palavra "nada" em formado de caveira. Vejam:

Image and video hosting by TinyPic

Em uma citação do livro Eclesiastes, "vaidade das vaidades, tudo é vaidade", o autor nos induz a traduzir a vida como uma representação de prazeres mundanos. Assim, os pintores do século XVII que idoltravam caveiras, procuravam em suas obras retratar as formas materiais encarnadas por significantes das inutilidades terrestes. Quer um exemplo? Pois bem: A ampulheta e a vela, representam a brevidade da vida; Livros e Candeeiros representam a sabedoria, que inclusive não se perde com a derrocada do corpo humano; as flores fazem alusão à rapidez com que a beleza dissolve com a passagem dos anos; e enfim, dentre outros, cartas de baralho e taças vazias remetem a futilidade dos prazeres, representando a inutilidade dos prazeres carnais e mundanos diante da irrevogabilidade da morte.

Image and video hosting by TinyPic
(Adriaen van Utrecht,Vanitas: Still Life with Bouquet and Skull, c. 1642)

O que me faz deixar mais feliz sobre as análises do uso deste elemento, é ver a reflexão acerca do obejto ali representado. Cada detalhe trazia em seu íntimo um sentido único, certeiro. Portanto as pinturas não seriam apenas adornos decorativos, mas possuiam uma beleza de tradução forte, ainda que disfarçada pela discreta leveza das formas.

Image and video hosting by TinyPic
(Inverno 2010 Masculino de Alexandre Herchcovitch SPFW)

Na moda, a utilização das caveiras vem remetendo muitas vezes apenas a uma referência ao psicotico ou a psicodelia do mundo jovem roqueiro, que abusa de caveiras, xadrez, listras e cores escuras aliadas ao estilo urbano.