Admirando o trabalho de Tiago Tosh, que estampa identidade e memória pela cidade de Rio Branco. Meus sinceros cumprimentos e parabéns ao artista.
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22 de nov. de 2011
20 de nov. de 2010
TENTAMEN
Inspirada por alguns postais que minha mãe me deu há alguns dias, decidi fazer um post com o material que tinha em mãos e o ensaio fotográfico que fiz -especialmente para essa publicação- ao visitar o Primeiro Clube Social de Rio Branco, a TENTAMEN!
A palavra já induz a um significado bastante sujestivo. Tentamen é uma palavra que vem do latim, e quer dizer tentativa, teste, ensaio, tentame... :)
Também porque minha avó frequentava o lugar nesse período, foi bastante interessante saber um pouquinho sobre o recinto que costumava ser um salão de festas.
As fotos dos postais me deixaram bastante curiosa, pois parecem refletir muito bem a sociedade do período e os próprios costumes. A idéia inicial do projeto era a de proporcionar lazer aos donos de seringais, autoridades, funcionários públicos e comerciantes. E nos bailes como se pode notar nas fotos abaixo, fazia-se necessária a utilização de uma moda que se seguia a rigor.
A edificação foi construída em madeira -e permanece, bem no estilo arquitetônico próprio da época áurea da borracha, nos anos 20, representando um marco na vida cultural acreana.
A palavra já induz a um significado bastante sujestivo. Tentamen é uma palavra que vem do latim, e quer dizer tentativa, teste, ensaio, tentame... :)
Também porque minha avó frequentava o lugar nesse período, foi bastante interessante saber um pouquinho sobre o recinto que costumava ser um salão de festas.
As fotos dos postais me deixaram bastante curiosa, pois parecem refletir muito bem a sociedade do período e os próprios costumes. A idéia inicial do projeto era a de proporcionar lazer aos donos de seringais, autoridades, funcionários públicos e comerciantes. E nos bailes como se pode notar nas fotos abaixo, fazia-se necessária a utilização de uma moda que se seguia a rigor.
A edificação foi construída em madeira -e permanece, bem no estilo arquitetônico próprio da época áurea da borracha, nos anos 20, representando um marco na vida cultural acreana.
Localizada no 2º Distrito da cidade, à rua Plácido de Castro,
a TENTAMEN foi fundada em 11 de abril de 1924.
Foto da Fachada em 1932.

O carnaval era o momento mais esperado pela "família tentamista".
Os blocos do 1º e 2º Distritos de Rio Branco disputavam o primeiro lugar.
Carnaval de 1932; Bloco: A música vai mas não toca.

Os trajes para bailes de carnaval eram "fantasia distinta", passeio ou à rigor.
Não era permitido o esperte ou o "slack" em mangas de camisa.
Carnaval de 1937; Bloco Embaixadores do Condor.

As fantasias, músicas e letras dos blocos eram segredos só revelados no grande dia do desfile.
Os amigos e as famílias se organizavam para a torcida.
Carnaval de 1936; Bloco Dragões de Momo.

Entrada e salões de Festas onde ocorriam os mais "triumphantes raffinés"
encontros da sociedade rio-branquense.
Interior do Prédio - Detalhe da arquitetura.

Percebem os cabelos das mulheres? Acho o máximo! haha :]
Cortes curtos e chapéus. Bem me lembram as fotos de minha avó Marisa,
com seus cabelos naturalmente nigérrimos e ondulados mesmo já aos 60 anos.
Abaixo as minhas fotos. Visita dia 17/11/2010.

Fachada em 17/11/2010















a TENTAMEN foi fundada em 11 de abril de 1924.
Foto da Fachada em 1932.
O carnaval era o momento mais esperado pela "família tentamista".
Os blocos do 1º e 2º Distritos de Rio Branco disputavam o primeiro lugar.
Carnaval de 1932; Bloco: A música vai mas não toca.
Os trajes para bailes de carnaval eram "fantasia distinta", passeio ou à rigor.
Não era permitido o esperte ou o "slack" em mangas de camisa.
Carnaval de 1937; Bloco Embaixadores do Condor.
As fantasias, músicas e letras dos blocos eram segredos só revelados no grande dia do desfile.
Os amigos e as famílias se organizavam para a torcida.
Carnaval de 1936; Bloco Dragões de Momo.
Entrada e salões de Festas onde ocorriam os mais "triumphantes raffinés"
encontros da sociedade rio-branquense.
Interior do Prédio - Detalhe da arquitetura.
Percebem os cabelos das mulheres? Acho o máximo! haha :]
Cortes curtos e chapéus. Bem me lembram as fotos de minha avó Marisa,
com seus cabelos naturalmente nigérrimos e ondulados mesmo já aos 60 anos.
Abaixo as minhas fotos. Visita dia 17/11/2010.
Fachada em 17/11/2010
Ahh. Pouco antes de irmos a Tentamen, eu e Renah fomos a uma exposição na Galeria de Arte Juvenal Antunes, que fica também na Gameleira. Pena que não podíamos bater fotos. Do contrário faria alguma explanação sobre as obras que me agradaram.
Enfim, tenham um dia verde hoje! hahaSUSH
Beijos!
Enfim, tenham um dia verde hoje! hahaSUSH
Beijos!
Fotos dos postais: Argemiro Lima. Acervo F.C.A
Fotos recentes: By me and Renah.
Fotos recentes: By me and Renah.
22 de out. de 2010
Reflections...
Podemos considerar um futuro diferente? A modernidade nos deixou com poucas ilusões. O século passado ainda se arrasta com seus valores ultrapassados e o vazio de perspectivas acaba nos tornando individualistas e confusos. A idéia de sustentabilidade tanto quanto de naturalidade nas atitudes humanas, veio como por reflexo de uma sociedade que viveu alienada por descobertas utópicas.
A transformação, em seu curso, trouxe males não só biológicos, mas sociais – e dos mais graves. A nova sociedade, tão impulsiva com seus olhos vidrados nos lançamentos contínuos de novas tecnologias, não teve tempo nem interesse em aprender sobre Arte em seu estado mais puro.
Vejo, pois, um desvio do avanço moderno ou a concretização das suas bases mais rijas. A sistematização das coisas, a fugacidade e dinamismo, nos impede de notar até a imponência visual e riqueza histórica de prédios tombados.
Passamos depressa pelas ruas, em nossos carros. Não ouvimos os pássaros, pois, os que ainda se apresentam são silenciados pelas caixinhas de som ou fones de ouvidos incorporadas em todos os objetos que levamos como parte de nós.
A cidade segue triste. E não posso dizer que deveria ser diferente: o homem a escolheu para viver e a mudou como tudo o que toca.
A transformação, em seu curso, trouxe males não só biológicos, mas sociais – e dos mais graves. A nova sociedade, tão impulsiva com seus olhos vidrados nos lançamentos contínuos de novas tecnologias, não teve tempo nem interesse em aprender sobre Arte em seu estado mais puro.
Vejo, pois, um desvio do avanço moderno ou a concretização das suas bases mais rijas. A sistematização das coisas, a fugacidade e dinamismo, nos impede de notar até a imponência visual e riqueza histórica de prédios tombados.
Passamos depressa pelas ruas, em nossos carros. Não ouvimos os pássaros, pois, os que ainda se apresentam são silenciados pelas caixinhas de som ou fones de ouvidos incorporadas em todos os objetos que levamos como parte de nós.
A cidade segue triste. E não posso dizer que deveria ser diferente: o homem a escolheu para viver e a mudou como tudo o que toca.
Percebo em minha cidade ainda, uma ingenuidade de formas e partidos. Nova e bastante rejeitada pela nação pela qual lutou, sente o reflexo de atitudes que não se dariam em sua língua, não fosse a influência que se impõe certeira. A arquitetura só agora se faz mais vernacular, usando de artifícios de uma moda que se gerou por necessidade. Ainda assim, eu a considero válida e talvez mais original do que a transposição de elementos alheios, pois peculiar, nossa terra possui uma aura invejável em termos de escala.
Então, acho que a expansão da tecnologia, que nos dificultava saber o que era novo e diferente, tornou tudo tão sem graça, que tivemos que apelar para o rebuscamento do passado. Voltamos a algumas décadas, na busca de nos encontrar em ares mais puros e quiméricos. Os anos 50, 60, 80(...) pareciam mais repletos seres reflexivos e maduros. A moda parecia mais cheia de personalidade e a arte se fazia com a alma, não como para ser fugaz e ordinária como nos anos 2000.
Parece que o sonho que se fez nos anos 60 de usar capacetes e poder passear e construir casas na lua nos anos 2000, quando prostrado, fez a sociedade calar um pouco a ambição, e um a um, se trancar em seus caixotes habitáveis, desiludidos. Não vou falar aqui de amor, pois há quem defenda que ainda somos românticos. Mas a verdade para mim, é que muito se perdeu em arte escrita e consciência de Belo. Por isso, nem quando vemos as invenções mais absurdas dos japoneses, nos admiramos mais: há um sentimento de indiferença que faz parecer que já esperávamos por aquilo.
Daí então, o meu texto é como qualquer outro acerca da vida contemporânea. Uma visão a mais sobre o mundo vão que não reflete sobre qualquer contexto. Apenas vive, e não critica nem a si, pois isso tomaria um tempo em que se poderia acumular milhares de informações inúteis pela internet.
Enfim, desconsiderem a aparência tétrica do texto, e por favor, tentem apenas refletir. Espero por respostas, ansiosa, sobre o que lhes vier a cabeça. Boa tarde!
Então, acho que a expansão da tecnologia, que nos dificultava saber o que era novo e diferente, tornou tudo tão sem graça, que tivemos que apelar para o rebuscamento do passado. Voltamos a algumas décadas, na busca de nos encontrar em ares mais puros e quiméricos. Os anos 50, 60, 80(...) pareciam mais repletos seres reflexivos e maduros. A moda parecia mais cheia de personalidade e a arte se fazia com a alma, não como para ser fugaz e ordinária como nos anos 2000.
Parece que o sonho que se fez nos anos 60 de usar capacetes e poder passear e construir casas na lua nos anos 2000, quando prostrado, fez a sociedade calar um pouco a ambição, e um a um, se trancar em seus caixotes habitáveis, desiludidos. Não vou falar aqui de amor, pois há quem defenda que ainda somos românticos. Mas a verdade para mim, é que muito se perdeu em arte escrita e consciência de Belo. Por isso, nem quando vemos as invenções mais absurdas dos japoneses, nos admiramos mais: há um sentimento de indiferença que faz parecer que já esperávamos por aquilo.
Daí então, o meu texto é como qualquer outro acerca da vida contemporânea. Uma visão a mais sobre o mundo vão que não reflete sobre qualquer contexto. Apenas vive, e não critica nem a si, pois isso tomaria um tempo em que se poderia acumular milhares de informações inúteis pela internet.
Enfim, desconsiderem a aparência tétrica do texto, e por favor, tentem apenas refletir. Espero por respostas, ansiosa, sobre o que lhes vier a cabeça. Boa tarde!
Rio Branco, Ac, photos and text by me.
15 de set. de 2010
◇ ◇ ◆ Morning Inspirations...
"O maravilhoso é tudo aquilo que é estranho, sobrenatural, mágico ou milagroso..."

26 de jul. de 2010
Sobre as Intervenções na Rua Pernambuco...
Olá, pessoas! Hoje eu quero falar um pouco sobre o urbanismo da capital do Acre, e sobre as intervenções artísticas que estão cada vez mais presentes nas ruas.
Como bem sabemos, o nosso trânsito tem sido afetado pelo crescimento da cidade que não foi planejada assim como maior parte das cidades brasileiras, para suportar o crescimento automobilístico desenfreado que se estende trazendo péssimas consequências ao nosso solo bem como ao ar e o próprio território em visão global de desmatamento e pavimentação quase já totalizadora. A prefeitura em conjunto com o Detran e a Ciatran têm projetado reestruturações nas ruas e avenidas ao longo de alguns anos, na tentativa de proporcionar mais segurança aos pedestres e motoristas em geral.
No dia 16 de julho foi entregue a mais recente obra de intervenção, que mais do que dobrou a pista da rua Pernambuco, oferecendo calçada e ciclovia. Para esta rua, em especial, quis fazer o post de hoje. Pois, duas características do planejamento me chamaram atenção:
Em primeiro lugar, como estudante de arquitetura e urbanismo e cidadã consciente dos valores ambientais, fiquei muito feliz com a preservação das imensas árvores ao longo da pista que se implantou posteriormente. Frondosas e certamente centenárias, as árvores trazem não só aspectos positivos como a melhoria microclimática e diminuição da poluição, mas também uma beleza inegável e energias naturais maravilhosas.
A esse aspecto ao qual se propuseram os planejadores da alteração do sistema viário, devo salientar, que é uma questão ainda pouco vista em Rio Branco, pois, é expressivamente notável a falta de arborização das nossas ruas. Ao contrário do que se pensa em regiões sulistas, Rio Branco não possui cobras e árvores em demasia, o que me pareceria ainda mais satisfatório do que o calor que junto às causas naturais e geográficas, afetam-nos pela pavimentação talvez não adequada a região e desmatamento irremediável.
8 de jun. de 2010
A sua verdade pode mudar o mundo?
Resultado do Concurso "A sua verdade pode mudar o mundo?"

Depois de uma difícil seleção, chegamos ao resultado final da seleção da melhor frase do concurso. A vencedora é Helen de Almada, de São Paulo, capital. E sua frase foi a seguinte:
"A Iódice Denim leva para o Amazonas! Minha verdade é verde e amarela mas pode mudar o mundo todo, pois cuidando do Brasil, conservando as grandes riquezas naturais, o pulmão do mundo pode respirar e dar um novo fôlego para a conscientização e cuidado desse planeta que nos dá tanto e só pede respeito em troca!"
Riqueza de consciência sobre a localização global do Brasil e sua importância é de fato algo que pode mudar o mundo. E particularmente, eu acredito que se agirmos de forma mais humana, mudando primeiramente as cargas negativas de energias e sentimentos dentro de nós, já traremos mudanças magníficas para o convívio social e consequentemente para a natureza, pela energia positiva gerada em um ciclo espiral de equilíbro, respeito e compreensão.
Gostei da frase de Helen, porque faz-nos refletir sobre o quanto somos ingratos com a natureza que nos gera e sustenta. Ela não cobra impostos, não cobra aluguel, não exige sequer palavras para nos dar sempre o seu melhor. Suas plantas, suas riquezas imensuráveis e maravilhosas. Assim, por estarmos no "Pulmão do Mundo", como disse a Helen, devemos ter essa visão crítica e respeitar os limites do ambiente único no qual nos encontramos. Temos a possibilidade de mudar o mundo a partir de nós mesmos, de uma noção almática que ultrapassa o materialismo efêmero dos dias. Obrigada a IODICE DENIM e a todos os que participaram da promo.
Abaixo, fotos sacadas no domingo, enquanto o artista paulista/carioca Tiago Tosh, fazia uma intervenção no centro da cidade de Rio Branco, com seu trabalho ímpar.
Riqueza de consciência sobre a localização global do Brasil e sua importância é de fato algo que pode mudar o mundo. E particularmente, eu acredito que se agirmos de forma mais humana, mudando primeiramente as cargas negativas de energias e sentimentos dentro de nós, já traremos mudanças magníficas para o convívio social e consequentemente para a natureza, pela energia positiva gerada em um ciclo espiral de equilíbro, respeito e compreensão.
Gostei da frase de Helen, porque faz-nos refletir sobre o quanto somos ingratos com a natureza que nos gera e sustenta. Ela não cobra impostos, não cobra aluguel, não exige sequer palavras para nos dar sempre o seu melhor. Suas plantas, suas riquezas imensuráveis e maravilhosas. Assim, por estarmos no "Pulmão do Mundo", como disse a Helen, devemos ter essa visão crítica e respeitar os limites do ambiente único no qual nos encontramos. Temos a possibilidade de mudar o mundo a partir de nós mesmos, de uma noção almática que ultrapassa o materialismo efêmero dos dias. Obrigada a IODICE DENIM e a todos os que participaram da promo.
Abaixo, fotos sacadas no domingo, enquanto o artista paulista/carioca Tiago Tosh, fazia uma intervenção no centro da cidade de Rio Branco, com seu trabalho ímpar.
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