11 de abr. de 2011

then ... I'm running!!

Estou correndo contra o tempo. Quando a faculdade vai chegando ao fim, aperta um pouco a nossa vida, e parece que os dias são minutos, porque há sempre muita coisa a fazer. Nas ultimas semanas estou elouquecida com tantos trabalhos e provas!
A sorte é que estudar literatura e decoração de interiores não tem como ser ruim e hoje inclusive, devo entregar um projeto de interiores de uma loja que eu criei. Os estudos preliminares de inspiração me deixaram muito feliz, porque pude viajar no tema, inspirando-me em grandes personagens da história como Flávio Carvalho, Vivienne Westwood e Chanel. A boutique terá um conceito que vai manter bem a idéia do sustentável aliado ao contemporâneo/abstraro/inovador/jovem. Enfim... Não há tempo pra falar muito, porque essa tarde merece didicação para o bom rendimento do meu trabalho.

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Desejo uma ótima semana a todos! ;*

10 de abr. de 2011

Jason Thielke Art

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"Podem te arrancar um braço, uma perna, tudo bem, você continua vivendo.
Mas a alma? Sem ela, você é só uma caixa de ossos"


9 de abr. de 2011

      Mais um a vez essa mulher, sim!

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Então eu fui novamente visitar a estátua "Vida", localizada em frente a Maternidade de Rio Branco, porque relembrei um antigo post (A Estátua "Vida" e a essência mística de Venus) onde falei de minhas concepções acerca da estética pouco ligada a representação da população feminina acreana e sim remanescente de uma prática muito antiga datada de mais ou menos 30.000 a.C. de representar a fertilidade através da hipertrofia de seios, quadris e vulva.

    Segundo o que pude notar desde então, o aspecto que mais incomodou as pessoas, foi a forma rotunda adotada pela estátua, que gerou em seu torno debates e polêmicas acerca da estética e alto custo do monumento. Sobre este valor, inclusive, é interessante salientar que parece não ser justificável às pessoas porque não vêem valor estimável alí presente para que se compreenda tal preço; O que não vou discutir no momento, pois volto a forma arredondada da mulher grávida que procura um gesto leve ao levantar o braço e cruzar uma perna sobre a outra, num movimento de graça que parece ser visto apenas por mim...

    Pois bem: Observo uma vez mais sobre a estátua vida, que não deixa de ser um a figura realista pois não será incomum a presença de moças obesas na contemporaneidade bem como eu não considero um estado negativo. Destarte, em comum com a arte paleolítica, a expressão e sublimação dos aspectos de fecundidade são extritamente prestados a um culto de cunho sagrado acima do homem. Ou seja, ela em momento algum representa ou pretende remeter um aspecto supérfulo de fragilidade e sublimação estética, o que pode inclusive nos fazer refletir sobre o conceito de Belo e de Arte, e interligá-los a valores e concepções do que é "beleza" na atualidade para além dos artifícios mais fúteis.

    Para Platão, o belo é o bem, a verdade, a perfeição. E para vocês? Outro dia alguém citou Vinícius de Moraes na caixa de comentários do meu blog e mal utilizou a palavra, pois sem dúvidas esqueceu-se que Belo é essência, não "boniteza". Belo para mim é a arte que eu conheço e arrepio quando vejo, é a música que eu escuto porque me embala, é o livro que eu leio com prazer que vem como um suspiro à boca. É bela a vida quando se conhece os sentidos. E é Belo tudo aquilo que desperta os sentidos, não necessariamente a visão. E se o conceito de belo parece subjetivo porque os sentidos são carregados de conectores com a nossa história, como julgar feia uma obra sem conhecer sua procedência? Como falar sobre o caráter de criação? Pensemos sobre o que nos cerca, reflitamos sobre os nossos bens!

    E digo isso porque bem vi muitas pessoas identificarem um índio no ombro da mulher e não se incomodaram com ele -apesar de detestarem ser chamados de índios amazônicos quando viajam ao Sul do país- mas com a mulher gorda, buscaram um espelho, uma identidade que não condiz com o padrão a que todos pretendem se enquadrar enquanto ensejam a 'modernidade' mais e mais. E a modernidade o que é? Saber julgar o corpo de um ser, mas desconhecer o próprio passado? Renegar uma imagem enquanto se perdem línguas do próprio território? Não sei, talvez eu tenha complicado desta vez, mas é discussão pra dias a fio!

    Amanhã vou dar uma aula básica sobre isso pra turma dentro da matéria de "Literatura e Oralidade". Espero não me perder no tempo, mas pretendo viajar muito por alguns momentos da arte paleolítica. Faltam poucas horas, preciso dormir, e já estou sonhando com coisas boas!

Sucesso para todos nós! ;*
Paz, Amor, Respeito, Compreensão e REFLEXÃO!

Imagens pictóricas: Botero.



8 de abr. de 2011

       ◇ ◇ ◆   Art Inspiration




benny

Como Chanel já dizia: “A moda é feita para se tornar fora de moda.” Combinar ou descombinar? Eis a questão! No mundo atual, onde a moda abriu os olhos para as individualidades antes ingnoradas, nada mais pode ser visto como "out". Isso porque ter uma forma única de se expressar é mais valioso do que conseguir cair muito bem dentro de um vestido caríssimo que possui vários exemplares e modela apenas corpos super frágeis sobre pernas muito finas.
Ser "trashion" é ter a coragem de usar uma composição estranha por pura contra-cultura, tentando fugir do padrão. Em litígio a habitual busca pela estética perfeita. Usar uma roupa de marca não quer dizer muita coisa para quem tem senso de estilo próprio. -Você pode usar uma peça de R$ 1,0 e ainda assim manter uma postura elegante que valoriza o meu aspecto visual como um todo. 
A Moda é fugaz! A moda nasce, cresce e morre para nascer de novo na próxima estação!  "A moda reivindica o direito individual de valorizar o efêmero." E eu valorizo a vivacidade das cores e a jovialidade. Eu valorizo o conteúdo do meu dia, o meu humor e o conforto. Medo de usar? Ninguém pode te dizer o que vestir, certo?
Reflitam sobre seus espelhos e sobre suas roupas aquilo que pensam! Falar, expressar sua personalidade pode ser uma forma divertida de treinar a auto-confiança!


nha
housemeias novas
Eu vi a arte se perder como se perdem as línguas...

5 de abr. de 2011

Art Inspiration - Luke Ramsey + Zara

Partindo de uma teoria sobre a qual eu faço uso constante em minhas aspirações filosóficas, o designer Luke Ramsey acredita que tudo ao nosso redor está conectado, mas, como somos cercados por informação demais, fica difícil absorver tudo, então ele usa suas ilustrações para organizar suas próprias inspirações e referências. Eu conheci os trabalhos de Ramsey através da revista Zupi e fiquei encantada com a quantidade de detalhes de seus desenhos. O estilo simplista e moderno que ele utiliza para seus trabalhos é encantador porque traduz a sua essência estranhamente harmoniosa dentro de um "caos organizado", como ele mesmo define.
Outro dia usei suas telas como inspiração para compor um look diáfano. Tentando compreender sua relação com a arte, eu usei uma calça estampada da Zara em tons pastéis combinada a peças mais sóbrias em cores plenas: preto e branco. Aproveitei para estrear meu óculos novo da Chilli Beans, um modelo gatinho que adquiri ha uns dias atrás.
O que mais gosto quando me inspiro em arte, é quando o resultado vai além do que eu imaginava. Desta vez, a organicidade do trabalho de Luke foi um dos principais pontos de coesão com meu visual, que exigia incrementos de leveza contrapondo-se a um padrão complexo.
Abaixo, algumas fotos que tirei antes de sair de casa e a arte de Luke Ramsey:

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3 de abr. de 2011

Pin Up, Girl!

Nesse domingo, a minha inspiração fez uma viagem ao passado e me proporcionou uma idéia de vestimenta que lembrava muito as garotas dos filmes dos anos 40. A bandana com laço sobre a cabeça e a peça com poás foi o meu partido. Logo eu estava buscando uma saia midi e um delineador para montar um look Pin Up contemporâneo que eu incrementei com um falso topete feito com uma trança no lugar da franja curta...

Pin Up

Para falar sobre as pin-ups é preciso que eu volte ao fim do século 19, época em que o teatro de revista transformava dançarinas em estrelas, fotografadas para revistas, anúncios, cartões e maços de cigarros. Em Paris, a arte dos pôsteres virou escola e influenciou artistas até as primeiras décadas do início do século 20, quando os calendários também passaram a trazer desenhos de mulheres com silhuetas idealizadas pela imaginação masculina da época. E é justamente a partir do ato de pendurar ilustrações nas paredes que o nome pin-up surgiu.

Pin Up

Foi na década de 40, contudo, que as pin-up girls (ou “garotas penduradas”) viveram o auge do sucesso. Numa época em que mostrar as pernas era atitude subversiva e ser fotografada nua, um atentado ao pudor, lápis e tinta davam forma a essas mulheres, carinhosamente chamadas de “armas secretas” pelos soldados americanos.

Pin Up

Asseguradas pelos traços sofisticados vindos da art-nouveau, as Pin Ups das ilustrações de papel ganharam vida ao serem encarnadas por atrizes Marilyn Monroe, ou fotografadas por modelos voluptuosas como Bettie Page. A partir dos anos 70, a indústria do sexo passou a desmanchar a aura misteriosa dessas mulheres, graças a filmes pornográficos e revistas de nu feminino. Mas isso não quer dizer que as Pin Ups tenham se perdido com pela história. Temos ainda algumas mulheres que vivem o estilo Pin Up retomando a estética que marcou o século oitoscentista (que fazem a alegria dos homens pela simples sensualidade visual/corporal), como Dita Von Teese.