Nesse domingo, a minha inspiração fez uma viagem ao passado e me proporcionou uma idéia de vestimenta que lembrava muito as garotas dos filmes dos anos 40. A bandana com laço sobre a cabeça e a peça com poás foi o meu partido. Logo eu estava buscando uma saia midi e um delineador para montar um look Pin Up contemporâneo que eu incrementei com um falso topete feito com uma trança no lugar da franja curta...
Para falar sobre as pin-ups é preciso que eu volte ao fim do século 19, época em que o teatro de revista transformava dançarinas em estrelas, fotografadas para revistas, anúncios, cartões e maços de cigarros. Em Paris, a arte dos pôsteres virou escola e influenciou artistas até as primeiras décadas do início do século 20, quando os calendários também passaram a trazer desenhos de mulheres com silhuetas idealizadas pela imaginação masculina da época. E é justamente a partir do ato de pendurar ilustrações nas paredes que o nome pin-up surgiu.
Foi na década de 40, contudo, que as pin-up girls (ou “garotas penduradas”) viveram o auge do sucesso. Numa época em que mostrar as pernas era atitude subversiva e ser fotografada nua, um atentado ao pudor, lápis e tinta davam forma a essas mulheres, carinhosamente chamadas de “armas secretas” pelos soldados americanos.
Asseguradas pelos traços sofisticados vindos da art-nouveau, as Pin Ups das ilustrações de papel ganharam vida ao serem encarnadas por atrizes Marilyn Monroe, ou fotografadas por modelos voluptuosas como Bettie Page. A partir dos anos 70, a indústria do sexo passou a desmanchar a aura misteriosa dessas mulheres, graças a filmes pornográficos e revistas de nu feminino. Mas isso não quer dizer que as Pin Ups tenham se perdido com pela história. Temos ainda algumas mulheres que vivem o estilo Pin Up retomando a estética que marcou o século oitoscentista (que fazem a alegria dos homens pela simples sensualidade visual/corporal), como Dita Von Teese.