Giovanna Battaglia, da “Vogue Itália” um dia saiu por aí com
um sapato e uma meia de onça, cada um de uma estampa diferente, ainda que remetessem ao mesmo print. Passado o tempo da moda em que o ditado era "mais é mais", e vindo agora uma onda modernista, de simplicidade e harmonia, rementendo ao estilo escritório, bem passado e ton-sur-ton, ao máximo, eu continuo adorando a complicada tarefa de conseguir combinar estampas e matizes. Em primeiro lugar, eu devo acrescentar que sim, sou bem do tipo extremista, e se vou usar acessórios, opto por muitos (leia-se milhares de cordões a anéis ao mesmo tempo) e se não os desejo para o dia, os acessórios acabam sendo apenas os de praxe (lia-se meus piercings e óculos inseparáveis).
A brincadira de ousar um mix de peças velhas com peças novas, caro e barato, glamouroso e pessoal, são sempre o meu maior partido na hora de escolher minha composição. Eu gosto de valorizar cada item pela beleza que pode estar na própria história que a compõe, e colocá-la a par e nunca menos valorizada do que um novo objeto de uso que tenha comprado.
Então, nesse sábado 14, usei
aquele macacão que vocês já conhecem, de Zebra print, que fiz a partir de uma canga de praia. Para dar um ar mais noite, coloquei um corselet de couro da Colcci e uma sandália de Onça print da Arezzo. E por mais que imaginar essas estampas juntas pareça difícil, usar tudo junto com colar de pérolas azuis e muitas correntes acabou ficando divertido e leve, e posso dizer que beirou o discreto a sobreposição de estampas que por sí já falariam muito!